As desventuras de um casal nérdico
Sangue!
4 março 2010, por Maíra, às 19:37

blood1Blood Plus foi mais um dos ótimos animes que meu maninho nos apresentou. Viciamos. Serviu até de inspiração para o meu personagem de RPG mais longevo até o momento, a Saya (versão ilustrada).

Você pode fazer como nós, e começar pela série Blood +, de 2006, ou assistir primeiro ao movie, de 2000, Blood: The Last Vampire. O filme, de 48 minutos, tem um visual e uma trilha sonora que deixa tudo mais sombrio. Quanto à história, muita coisa fica por contar. O que te leva à série, de 50 episódios.

Na série, você acompanha a história de Saya, uma estudante que não se lembra do que aconteceu até um ano antes. Junto com ela, vamos descobrindo um passado riquíssimo em histórias e dramas. Nesse ponto, a história segue um modelo comum de “mocinho que é normal e vira um fodão”, que é uma fórmula que invariavelmente funciona.

Mas a série não é boa só por isso. O que cativa mesmo é o carisma da personagem principal, a Saya, e sua belíssima relação com Hagi. Não dou detalhes sob pena de estragar a história. Mas é algo realmente marcante. O personagem rendeu até mesmo um excelente cosplay no último evento de anime a que fui, acompanhando a nossa sobrinha, a Fabi. O cara caprichou muito! Os cachos no cabelo, a flor, a mão enfaixada e até mesmo a postura.

O anime também não nos poupa de cenas fortes e tristes – em Blood +, isso acontece, por exemplo, com a história da Saya com seus irmãos Kai e Riku. O que também é uma característica que apreciamos bastante nos animes. Fullmetal Alchemist tem um tanto disso. São desenhos para adultos, afinal. E, podemos estar enganados, mas nos parece que mesmo os que são feitos para crianças também têm essa característica. Até um Kogepan. Japoneses que nos corrijam, mas há um jeito bem diferente de lidar com as crianças em sua cultura, não?

Vale dizer aqui também que assisti esse anime sem conhecer muito sobre as regras do mundo vampirístico. Depois, soube que os RPGs de vampiro usam alguns conceitos que aparecem no anime. Para mim, tudo foi novidade. Os chevaliers, por exemplo, que são personagens bem interessantes.

Especialmente bom é o trecho que volta à infância de Saya e Hagi e também o final, que achei excelente.

Ah, não vimos o live action nem o jogo. São bons?

Foda mesmo, que eu sei, são os action figures!!


Claymore
3 março 2010, por Maíra, às 18:56

claymore1É, faz um tempão que vimos, mas não dá para deixar de contar aqui.

Claymore é uma série com 26 episódios (sabem que só assistimos séries com menos de 75 episódios, né? E esse limite só é alto assim por conta de Monster), que conta a história de Clare, que faz parte de uma ordem de guerreiras que usam a gigante espada que dá nome ao grupo e ao anime.

A série já começa mostrando bem o que significa ser uma dessas guerreiras. Quando Clare chega a uma cidade para combater um monstro – youmas, que só elas têm poder para combater -, a reação dos moradores é de medo e de raiva ao mesmo tempo. Parece que ficam divididos entre tolerar o monstro ou tolerar a sua presença ali – e se conformam com o menor dos males. Ainda assim, ela chega como que já acostumada a essa reação e ciente da importância de sua missão. Enfrenta tudo com coragem. Mantém a postura. Sabe de sua solidão.

Claymore3Até que um menino vem para quebrar esse isolamento. É só aos poucos que a história e os motivos de Clare e das Claymore se revela, em uma seqüência que nos toma completo pela emoção. São episódios e cenas marcantes. Relações fortes, emoções à flor da pele, que se revelam por trás da frieza e placidez aparente da organização.

Claymore tem algumas qualidades que a gente especialment gosta nos animes. Uma delas é essa total falta de pressa em contar as motivações e origens do personagem. Isso acontece também em Kino no Tabi. Tudo é contado ao seu tempo, e o resultado é que a gente já está apegado ao personagem antes mesmo de entender suas motivações.

Em vários momentos, a personagem, e um pouco de sua relação com Raki, nos lembrou de outra personagem de anime, a Saya, de Blood Plus (como não tínhamos falado desse anime aqui ainda?), e seu “escudeiro”, Hagi.

Claymore2Nós vimos poucos animes de ação e “combate”, porque não é um tema que nos agrada. Nos parecem todos iguais. Além de terem aquela mania chatíssima de ficar explicando os poderes e cenas, aquele combate didático, sabe? Claymore, porém, apesar de ter um pouco desse estilo, tem cenas muito superiores e acaba se destacando. No review no AnimeHaus, o autor diz que há muita semelhança com Bersek, que não vimos. Não sei se Bersek também tem esse envolvimento que nos prendeu a Claymore. Os personagens são fortes, sem virarem caricatos.

Para completar, Claymore tem uma trilha sonora foda, segundo memória do marido-nerd. E toda a qualidade de mais um excelente anime da MadHouse, dirigido por Hiroyuki Tanaka.


Brincando com o tempo
3 março 2010, por Maíra, às 17:34

TokiWoKakeruShoujoEsse veio por algum link no GReader. Tava lá para baixar, com a indicação de que tinha sido eleito o Melhor Filme de Animação no Japanese Academy Awards 2007. Pesquisei, li com cuidado uma ótima crítica no AnimeHaus (fugindo dos spoilers) e, dias depois… (bem vindo ao mundo 3G), conseguimos assistir a Toki wo Kakeru Shoujo – A Garota que Conquistou o Tempo.

O anime é mesmo muito bonito – “fofo”, como diz o marido-nerd. O longa, de 98 minutos, conta a história de uma estudante, Konno Makoto, em um dia daqueles em que tudo dá errado. Em um momento crítico, sem querer, ela acaba voltando no tempo e tenta consertar as coisas. O tema é velho, ok. O anime é, afinal, baseado em um romance homônimo de Tsutsui Yasutaka, lançado em 1972. TwKS2Mas o roteiro é muito bem feitinho e ainda consegue surpreender. Assim como em Samurai Champloo, os personagens principais formam um trio, com uma menina e dois garotos, que funciona muito bem. O tema, mais uma vez, é a relação entre os amigos, mais ainda que as brincadeiras de Konno com o tempo. São amigos, descobrindo ainda como lidar com os problemas do mundo adulto que se aproxima.

Como já esperado de um anime da Madhouse (Death Note, Trigun, Metropolis, Claymore …), a qualidade técnica é excelente. Tudo é suave – o tom do roteiro, as emoções, o traço, a trilha. Mais detalhes sobre os responsáveis por essa ótima combinação, no review do AnimeHaus.


Avatar- Meu primeiro filme no Cinema
4 janeiro 2010, por Edson, às 11:04

avatar-creatureFui assitir ao filme Avatar no iMax-3D. Eu sabia que o filme tinha uma história meia boca, não sabia nada sobre ela, mas sabia que era meia boca. Porém Avatar é, por muitos críticos, avaliado como o primeiro filme 3D, não que outros filmes 3D não existissem, afinal esta é uma velha técnica, mas este é o primeiro a mesclar 3D ao filme sem piedade, sem economia de modo a proporcionar uma experiência única. Então, fui ver meu primeiro filme 3D.

Logo nos trailers, Alice, Shrek 3 e Toy Story 3 deu para notar que 3D estava impregnado em todos os lugares. O chapeleiro maluco e o gato ficaram cara a cara comigo, sobre a pessoa que estava na minha frente. Não é um efeito “parece 3D”, não! É um 3D real, salta na cara, objetos saem da tela, tal como no filme “O Ultimo Grande Herói” de 93.

A sensação que tive foi a mesma de quando eu tinha 5 anos e entrei pela primeira vez no cinema, a diversão ampliada da tela da TV para a tela do cinema, foi a mesma do cinema pro cinema 3D. Decidi, jamais gastarei dinheiro em cinema novamente se não for 3D, a menos que eu tenha visto todos os 3D em cartaz.

Ver Avatar em DVD? Passo, não tenho interesse algum, história fraca, atores medíocres. Tudo somado leva nota 5 no máximo, mas o fato de ser totalmente 3D eleva a diversão para nota 10, comparado a grandes obras do cinema.

Agora acredito que todo grande filme Holywoodiano vai estar lotado de imagens e efeitos 3D, o que é ótimo! A tecnologia vai barateando, os filmes vão aderindo e em breve até filmes bons vão ter efeitos 3D. Aliás, Alice acho que será o primeiro filme bom com efeitos 3D fortes.

E os efeitos? Nunca me senti tão dentro do filme. Sem tirar nem por, jogaram agua na minha calça, levei ferpas de madeira na cara, chamas de fogo cairam sobre mim e ao meu redor. Você fica no meio do filme e não atrás, só vendo um filme 3D você percebe como o cinema tradicional 2D é falso, como a câmera estraga a imagem do filme, como tudo é falso na tela de TV ou mesmo na tela do cinema 2D. Quando é 3D você nota a fumaça em volta de você, o filme não termina na tela, mas em você e as vezes atrás de você. Você vê como se fosse real, como se o que separa você dos personagens fosse uma cortina de vidro e nada mais. A sensação de que você pode pegar no braço de um personagem, ou esticar a mão e pegar um folha que cai da árvore é real.

Sim, vi meu primerio filme no cinema, todo o resto nos 31 anos anteriores foram filmes visto em uma televisão em casa.


Livros e mais livros!
13 dezembro 2009, por Edson, às 13:07
by Dawn Endico

by Dawn Endico

Eu pensei em fazer uma abertura falando sobre meu gosto de leitura de livros de romance mas percebi que faltaria algumas coisas. Acho interessante então começar do início, muito antes de eu entrar no Jardim de Infância talvez. Quando meus pais ainda liam livros e HQs para mim, em especial Turma da Mônica que eu adorava. Pela falta de tempo dos meus pais, obviamente derivado do trabalho deles, eu desejava muito aprender a ler para preencher as lacunas de quando eles não tinham tempo de me contar histórias.

Tanto que quando entrei no Jardim eu não demorei a perceber que não aprenderia ler ali e a frustração foi tão grande que entrei em depressão. Meus pais só me levaram novamente para a escola no 1º ano. Sim, por um cambalaxo eu pulei o jardim e pré-escola.

Ainda na infância, acredito que com 10 anos, eu troquei revistas de HQ por livros. Na época, eu devorava a Série Vagalume onde lia um livro a cada 3 ou 4 dias.

A lista de livros que li é tão grande e numerosa que outro dia ao deparar com uma lista antiga eu até duvidei de alguns títulos e precisei de um grande esforço mental para lembrar de que de fato tinha lido pelo menos parte de alguns dos livros.

A minha sobrinha, Fabi, puxou isto de mim. Ela devora livros como se fossem biscoitos.

Foi por conta disto que acabei lendo o Senhor dos Anéis em 1995 (sim, sou fã tolkiano pré-filme).

Porém meu cotidiano mudou quando entrei na faculdade. Devido ao trabalho, somado à faculdade e a enorme quantidade de livros técnicos que eu precisava ler, a leitura de romances caiu para zero. Sim, parei totalmente. E quando terminei a faculdade, há 2 anos atrás eu não tinha mais o hábito de leitura, e ler era um tédio (e como diria Oscar Wilde, alguns me corrigirão dizendo que foi Tomás de Aquino mas ele não usou estas exatas palavras ^^, “o tédio é o pior dos pecados”).
Mas com esforço consegui voltar ao prazer que tinha aos 20 anos, e agora voltei a ler livros seguidos, não tão rápido como naquela época, mas com o mesmo gosto.

Logo, vou falar dos seguintes livros que li neste tempo e a medida que irei postar, voltarei à este post e atualizarei colocando os devidos links:

  1. A Viagem (Terry Brooks)
  2. A Bússula de Ouro (Philip Pullman)
  3. A Ilha do Tesouro (Robert Louis Stevenson)
  4. As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley )
  5. A Guerra dos Mundos (Herbert George Wells )
  6. Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)
  7. Máquina do Tempo (Herbert George Wells )
  8. Cartas de Tolkien (J.R.R. Tolkien , editado por Christopher Tolkien)

Street anime
4 dezembro 2009, por Maíra, às 16:21

samurai champlooDepois de Mushishi, acabei perdendo o pé da seqüência de animes que assistimos. Intercalamos episódios de House, Dexter e Heroes e acabei não contando que vimos Claymore – ótimo – e Full Metal Alchmist. Volto aos dois depois, porque em seguida assistimos a Samurai Champloo e esse não quero deixar passar.

O Edson lembra que já tinha tentado me fazer assistir a Samurai Champloo lá no começo, um pouco antes da gente ver Vision of Escaflowne, e eu não tinha gostado. Na época, eu quase não conhecia nada de anime e só me rendi depois a Escaflowne por conta da excelente trilha sonora.

Depois um monte de animes excelentes e com medo de ver alguma coisa ruim, acabei cedendo. Ainda bem que só cedi agora. Champloo é ótimo. Mas ele é melhor ainda depois de já ter assistido um monte de animes diferentes e, mais ainda, depois de ter visto Cowboy Bebop, também do gênio Shinichiro Watanabe.

(Bebop e Escaflowne têm ainda mais uma ligação, que é a presença da maravilhosa compositora Yoko Kanno na trilha sonora. Ela está também em Wolf´s Rain.)

É que só depois de estar acostumada à linguagem dos animes bons e alguns ruins, e só depois de ter experimentado um anime regado à jazz como Cowboy Bebop é que é possível curtir de verdade um anime regado a hip-hop como Champloo.

samurai_champlooPorque, para Watanabe, a trilha sonora não é apenas ilustração, ambientação. A trilha é a base de toda a narrativa. Em Bebop, não vemos apenas batalhas aéreas ao som de jazz (o que por si só já é surpreendente e único), mas personagens que vivem do improviso em um roteiro que segue o mesmo ritmo do bebop. Não entendo muito de música, mas uma característica que li desse estilo lembra bastante a estrutura da série:

“Os músicos tocavam o tema (”the head”) de uma peça, geralmente em uníssono, daí revezavam tocando solos baseados na progressão de acordes da peça, e finalmente tocavam a melodia novamente.”

Isso bate bastante tanto com a estrutura de cada episódio, que tem uma história independente, quanto da série como um todo: que tem uma história de fundo sustentando uma seqüência de solos e improvisos.

Imagino que assistir a Bebop e Champloo seja ainda mais interessante para quem entende muito de música.

jinEm Champloo, também experimentamos a surpresa do anacronismo quando ouvimos uma trilha de hip-hop sobre uma história que se passa no Japão da era Tokugawa. E esse anacronismo está também em todo o roteiro. Em um dos 26 episódios, por exemplo, um grupo de herdeiros de um dojo se sente desestimulado de seguir a vida samurai e encontra um outro meio de se expressar: o grafite. Sim, são samurais grafiteiros! Como uma boa cultura de rua deve ser.

A narrativa segue o ritmo do hip-hop. Nem sempre linear, intercalada com cortes em scratches e intervenções de um narrador, que atua como um MC, apresentando a história, contextualizando, dando opiniões e mandando mensagens. Aliás, vamos à história: Fuu é uma garçonete que cria coragem de ir atrás de um tal “samurai que cheira a girassóis” (sem spoiler sobre quem é ele, né?) quando dois samurais “fodões” aparecem em sua vida. Mugen e Jin são praticamente opostos: Jin é o clássico samurai. Mugen? Bem, veja mais abaixo. Ela convence ambos a irem com ela nessa jornada que atravessa o país. Essa é a história de fundo. A cada episódio, uma surpresa. Histórias de viagens são sempre boas, né? Kino-no-Tabi, Mushishi…

mugen e fuuAssim como Spike é o personagem que mais traduz o jazz em Bebop, em Champloo é Mugen quem incorpora o espírito hip-hop. Ele luta com os movimentos da dança de rua, se veste com a moda larga que ajuda nesses movimentos e leva a vida com a atitude subsersiva da cultura das ruas. Mugen é um pirata hip-hop (porque tudo que tem piratas é mais legal!).

Mas não é só isso. Champloo é também o anime que tem o melhor episódio de recap existente. Desafio a me mostrarem um melhor. “Recap” é como chamam aqueles episódios que aparecem lá pelo meio do anime apenas para recapitular a história até ali. Em Wolf’s Rain é insuportável. São vários episódios apenas repetindo as cenas que já vimos. Não acaba nunca mais. O inferno. Em Champloo, Mugen e Jin encontram um diário de Fuu e somos reapresentados à história a partir da visão dela, com os comentários de Mugen e Jin. É hilário. Além de ser divertido ver tudo sob outra perspectiva, ganhamos de brinde alguns detalhes novos, que não haviam aparecido antes.

Champloo também é um anime que traz temas bem ousados para seus episódios, como a homossexualidade, o uso de drogas e religião, com um tratamento sóbrio, sensível e sensato.

Por fim, algumas semelhanças com Bebop que não conseguimos deixar passar:

Os personagens vivem morrendo de fome! Watanabe deve ser um cara para lá de faminto. rs

Champloo também tem o seu “episódio monstro da geladeira”. Aquele episódio totalmente nonsense no meio da série, fora da narrativa e da lógica do mundo, sabe? Muito bom! Conte qual você acha que é o “epi monstro da geladeira” de Champloo nos comentários!

As duas séries têm ótimas aberturas, apesar de Bebop ainda manter o topo no ranking de melhores aberturas de anime ever.

E ambos, no final das contas, falam da mesma coisa: um grupo que não é lá muito unido, mas que descobre o companheirismo ao longo das aventuras por que passam juntos.

Vai assistir, né?


Nos muros de Sampa…
9 novembro 2009, por Maíra, às 19:00

… passeiam as mulheres de Jupix.

mulher 1Em tempos de histórias bizarras como a expulsão de uma mulher da universidade por agir de forma “provocativa” usando um vestido curto (em tempo, acabo de ler que a universidade recuou da decisão)… é uma delícia ver as mulheres livres, leves e soltas que jupix colocou para passear em um muro da travessa Tim Maia, em São Paulo.

Foi seu primeiro desenho na rua. Em e-mail para os amigos, ela contou que foi emocionante. As pessoas passavam, às vezes interagiam. E o desenho foi sendo descoberto ali, enquanto era feito. “Eu não tinha ideia da proporcão do desenho no muro, tanto q a mulher com os bichos eu acabei tendo q subir em cima de um banquinho e esticar o meu braco no talo, pra conseguir desenhar pescoco, romulher 2sto e cabelo, ou seja, ela ficou com uns 2m50 de altura. A outra mulher, q eu desenhei em segundo lugar, ficou com a minha altura, tipo, 1m65″.

Gostoso de ler, não?

Jupix é também a artista que assina as ilustrações do livro de haicaisOutras Nuvens“, de Carol Ribeiro (Auana Editora). O lançamento foi em uma gostosa noite de junho, na Livraria da Vila – rolou até um sarau, que infelizmente eu perdi. jupix-haikai-1-4Seus desenhos casam em linda harmonia com os versos concisos e objetivos de um hai cai e estavam expostos na livraria.

Na ocasião, jupix aproveitou para divulgar sua nova empreitada. Seus desenhos estão à venda em uma loja online, chamada Etsy. A escolha não foi por acaso. Ela me contou que o site tem o mesmo espírito da Vila Madalena, o bairro onde mora, onde suas mulheres passeiam pelos muros, onde o livro foi lançado. Confere lá. Os desenhos podem ser impressos e enviados pelo correio – por enquanto, com frete gratuito para qualquer país!Compra lá!

jupix-haikai-5-8Jupix também mantém um delicioso blog, onde é possível conferir outros traços. É certo que ele anda meio abandonado, o que é uma pena. Mas seus posts são atemporais.

Jupix foi quem nos ensinou a ouvir Björk, nos presenteando com uma deliciosa cópia de Gling-Gló, que é um absurdo de tão bom.

Jupix é assim. É essa pessoa que aparece em nossas vidas de tempos em tempos para nos (re)lembrar de que sonhar é preciso, de que não se perder é preciso.



Arte Bruta na Bela Vista
18 agosto 2009, por Maíra, às 19:18

flyer-cine-belvedere1Peça com assistência de direção do Wó Calegari, colega de turma de faculdade. Não percam!

Cia. Bruta de Arte estreia espetáculo itinerante no Casarão do Belvedere

“Cine Belvedere” conta a história de uma família a partir de pesquisa sobre a linguagem cinematográfica e o universo onírico

A Cia. Bruta de Arte estreia no dia 15 de agosto o espetáculo Cine Belvedere. A peça, que vai ocupar o Casarão do Belvedere, na Bela Vista, marca a estréia da companhia como grupo independente, depois da experiência de 4 anos de seus atores no Núcleo Experimental do Satyros (NES).

Cine Belvedere é resultado de um ano e meio de pesquisa sobre o universo onírico e os distúrbios do sono, coordenada por Roberto Audio (Teatro da Vertigem), que também dirige o espetáculo. O grupo se utiliza de referências cinematográficas para contar a história da família Lichtmann. Seu patriarca é um produtor e diretor de cinema que sofre de uma doença rara, que o impossibilita de dormir e, portanto, de sonhar.

O público será conduzido pelas salas e áreas externas do casarão, onde acompanhará diversos momentos dos personagens, cujas histórias foram preservadas através de um diário de sonhos. Nesta família cheia de vazios, o sonho pode ser a única realidade.

clique para ampliar

“O cérebro que nunca dorme confunde o real com o imaginário e mistura a realidade com o sonho.”

Sinopse
Christoph Lichtmann é antigo um diretor e produtor de cinema que sofre de uma doença rara, que o impossibilita de dormir. Todas as noites, nas madrugadas solitárias, reprisa os sonhos de sua própria família relatados à criada Pacha, responsável pelas anotações. Na passagem do tempo que ele não sente, apropria-se de sonhos que não são seus e sonha pelos sonhos dos outros. Talvez para encontrar a si mesmo ou então descobrir que ele também é apenas um sonho de alguém.

clique para ampliarCINE BELVEDERE
Serviço
Estreia em 15 de agosto.
Sábados, 21h, e domingos, 19h.
Duração: 100 minutos.
Classificação etária: 14 anos.
Casarão do Belvedere – Rua Pedroso, 267, Bela Vista.
(Próximo ao Metrô São Joaquim.)
16 lugares por sessão.
Telefone: 3266-5272.
Ingressos: R$ 30.

Venda antecipada de ingressos aos sábados, a partir das 14h. Aos domingos, a bilheteria abre 1 hora antes do espetáculo.
Não haverá reserva de ingressos por telefone.

Estacionamento na Rua Martiniano de Carvalho, 439. R$ 5.

Ficha técnica
Direção: Roberto Audio
Assistente de direção: Washington Calegari
Texto e dramaturgia: Cia. Bruta de Arte
Iluminação: Guilherme Bonfanti
Assistente de iluminação: Grissel Pigllem
Figurinos: Keila Akemi, Angela Ribeiro e Andréia Peixinho
Familia LicthmannAmbientação cenográfica: Paulo Vereda e Cia. Bruta de Arte
Trilha Sonora: Helder da Rocha e Cia. Bruta de Arte
Criação de projeções: Claus Lehmann e Edward Lenzi
Projeto Gráfico: Cléber Rodrigo
Operador de luz e som: Diego Andrade

Personagens e elenco
Christoph Lichtmann – Paulo Maeda
Franka Lichtmann – Thammy Alonso
Annete Lichtmann – Maria Campanelli Haas
Eva Lichtmann – Angela Ribeiro
Helga Lichtmann – Ana Lúcia Felipe
Bettina Lichtmann – Fabiana Souza
Rudolph Moriak – Helder da Rocha
Pacha   – Marba Goicochea
Talulah Tetembua – Teka Romualdo
Mohammed Madi – Wagner Mendonça
Otto Heiser – Thiago Franco Balieiro
Amelie Rousseau – Ana Pereira
Thomas Gross – Wanderley Salgado
Nikola Baumgartner – Ricardo Socalschi


I Mostra de Vídeos de Américo
20 maio 2009, por Maíra, às 17:27

Saiu a programação da I Mostra de Vídeos de Américo!

Nosso doc vai passar no sábado \o/


cartaz do eventoProgramação “I Mostra de Vídeos de Américo”

Retirada gratuita de convites para as sessões na Biblioteca Municipal de Américo e na Rádio Comunitária Maranathá FM.

Sábado, 30 de maio

Sessão de Abertura – 14 horas

O MELHOR SORRISO DE GETÚLIO, de Fernando Schimidt, 13’, fic, SP: A história gira em torno do relacionamento entre Zé e Maria. Uma adaptação do conto “Trabalhadores do Brasil”, de Wander Birolli.

O SILÊNCIO DO TREM, De Fernando Costa, Maíra Termero, Mariana Iwakura, Pedro Z. Malavolta, 19’, doc, SP: Documentário sobre as consequências da redução da malha ferroviária no interior do País. Filmado em Rincão (SP).

FACÃO DE OURO, A FULIGEM DO AGRONEGÓCIO, de Ana Carolina Zanchim, Antonio Simonetti, Marlon Tavoni, Paulo Nogueira, Pedro Santana  e Wilson  Aiello, 42’, doc, SP: O cotidiano dos migrantes cortadores de cana-de-açúcar nas principais fazendas da região central do estado de São Paulo.

ITINERÂNCIA MELHORES FILMES DA MOSCA

Menção Honrosa MOSCA 4 - ECOS DA TERRA, de Paulo Abel, 9′, fic, SP: Os problemas cotidianos que uma simples árvore enfrenta na cidade, sem poder reagir, gritar, ou até mesmo sair do lugar.

Melhor Ficção MOSCA 4 - ENGANO, de Cavi Borges, 12’, fic, RJ: Um homem. Uma mulher. Uma cidade. Dois planos – seqüência.

Melhor documentário MOSCA 2 - O HOMEM DA ÁRVORE, de Paula Mercedes, 19’, doc, DF/SP: Ex-presidiário e evangélico, Mário instalou sua moradia no alto de uma árvore em Brasília, de onde se avistam o Palácio do Planalto e vários ministérios. Ali, ele busca provar sua inocência enquanto sobrevive catando latinhas nos lixos das embaixadas.

Classificação etária para todos os filmes: Livre

SESSÃO NOITE – 19 Horas

ITINERÂNCIA MELHORES FILMES DA MOSCA

Melhor Documentário - BOCA NO LIXO, de Lígia Benevides e Marcela Borela, 20′, doc, GO: Um recorte sobre a questão do lixo na visão daqueles que trabalham diretamente com este subproduto da humanidade.


Menção Honrosa MOSCA 3 – LÚMEN, de Wilian Salvador, 4’, ani, BA : Um inventor em crise tem uma ideia que parece ser a solução perfeita para seus problemas.

Melhor filme da MOSCA 4 – HOMEOSTASE, de Gabriel Lemes de Souza, 21’, exp, MG: O jovem Pedro sai pelo mundo à procura de um sentido para sua vida. Sem esperar, defronta com o passado. Acaba se vendo obrigado a entender aquilo que não havia compreendido antes! Uma bela viagem pelas simples delícias da vida!

Exibição do documentário PRO DIA NASCER FELIZ, de João Jardim, 88’, doc, BR: Documentário sobre as diferentes situações que adolescentes de 14 a 17 anos, ricos e pobres, enfrentam dentro da escola: a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Foram ouvidos alunos de escolas da periferia de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco e também de dois colégios particulares.

Classificação etária para todos os filmes: Livre

Domingo, 31 de maio

SESSÃO INFANTIL – 14 às 15hs: 10min

A TRAÇA TECA, de Diego Doimo, 8’, ani, SP: A história da pequena traça Teca e de seu ácaro de estimação Tuti, que vivem no casaco laranja da costureira Jacira e acabam indo parar numa biblioteca quando ela vai devolver um livro.

ITINERÂNCIA MELHORES FILMES DA MOSCA

Melhor animação MOSCA 4 - RUA DAS TULIPAS, de Alê Camargo, 10′, ani, DF: Um grande inventor acostumado a criar soluções para todos os moradores de sua rua, após ver a felicidade de todos seus vizinhos, descobre que ainda faltava a felicidade de uma pessoa.

Melhor filme de animação – CALANGO, de Alê Camargo, 7’44’’, ani, DF: Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição. Mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina.

Melhor filme da MOSCA 3 – O SAPO, de Adolfo Sarkis, 17’, fic, RJ: Para se aproximar da garota de seus sonhos, o pequeno Lucas terá que viver um papel muito curioso.

Melhor filme infantil  MOSCA 4-, DOCE TURMINHA E O BOM SAMARITANO, de Eduardo Drachinski, 10′, SC: Quando finalmente o Escaravelho retorna de sua viagem, conta uma história para as crianças. Mas dessa vez será diferente. Baseado na história bíblica “O Bom Samaritano”.

Classificação etária para todos os filmes: Livre

SESSÃO FAMÍLIA – 15hs: 10min

POESIA DO TEMPO, de Paulo Delfini, Rozana Gaban e Rubens Miranda, 8’, doc, SP: uma viagem no tempo, por meio de imagens antigas e atuais da cidade de Araraquara.

Exibição do filme TAPETE VERMELHO, Luiz Alberto Pereira, 100min, comédia, BR: Um homem parte em viagem com sua esposa e filho para cumprir uma promessa: mostrar ao garoto um filme de Mazzaropi em uma sala de cinema. Com Matheus Nachtergaele, Gorete Milagres, Paulo Betti e Cássia Kiss.

Classificação etária: Livre

SESSÃO DE ENCERRAMENTO – 19 horas

TRÊS OU QUATRO RIFFS, de Itaici Perez, Luiza Paiva, Jairo Falvo, Roger Mendes, 50’, doc, SP: Panorama do atual cenário da música independente, revelando um mundo musical que está sendo descoberto.

Classificação etária: 15 anos (contém linguagem inapropriada para menores de 14 anos)

CARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, 88’, doc, BRA: A história de Cartola, um dos compositores mais importantes da música brasileira e também um dos expoentes mais nobres do samba. O filme tem como base entrevistas com amigos, parceiros e pessoas que conviveram com o mestre Cartola. Classificação etária: 10 anos

Realização: Associação Comunitária e Cultural Cidade Doçura

Apoio: Prefeitura Municipal de Américo Brasiliense, Mostra Audiovisual de Cambuquira (MOSCA), Associação Cultural Sinhá Prado, SESC Araraquara, Jornal “Correio da Região” e da Rádio Comunitária Maranathá FM.


Vídeo no interiorr
6 maio 2009, por Maíra, às 12:38

A internet é uma coisa muito bacana. Depois que coloquei o documentário que fizemos em Rincão, para uma disciplina da faculdade, no Youtube, dois contatos muito legais foram feitos. Um, do Fernando, que conhecia todo mundo no vídeo e fez a imensa gentileza de distribuir os dvds entre eles. E agora do Felínio, que está organizando uma mostra de vídeos em Américo, cidade que fica no caminho entre Araraquara e Rincão.

Segue o texto de divulgação da Mostra. Pode espalhar!

Seleção de vídeos para a 1ª Mostra de Vídeos de Américo

A Associação Comunitária e Cultural Cidade Doçura, situada em Américo Brasiliense, receberá até o dia 15 de maio de 2009 curtas-metragens, documentários e animação para seleção/exibição na “I Mostra de Vídeos de Américo”. O evento será realizado nos dias 30 e 31 de maio de 2009.

O Objetivo da Mostra é valorizar a cultura nacional e local; fomentar o acesso, principalmente daqueles que se encontram em poucas condições de ter contato com as produções cinematográficas nacionais e regionais; além de exibir produções independentes que muitas vezes não tem acesso as salas de cinema do interior, ficando restrita a cidade maiores, como por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro.

A Mostra exibirá longas e curtas-metragens, documentários, animação, filmes produzidos em universidades, produções individuais ou coletivas que, sobretudo mostrem a diversidade cultural do Brasil. A programação também terá um espaço itinerante para projeção de vídeos exibidos na Mostra Audiovisual de Cambuquira (MOSCA), sul de Minas Gerais, realizada desde 2004. A MOSCA é organizada por uma equipe de produtores audiovisuais em parceria com a Associação Cultural Sinhá Prado.

Os interessados em enviar vídeos de até 30 minutos para seleção/ projeção tem até o dia 15 de maio. Mais informações podem ser obtidas com Felínio Freitas, integrante da comissão organizadora da Mostra, pelo endereço eletrônico: felinisousa@gmail.com ou pelo telefone 16 – 3392-3560.

O evento está sendo realizado pela Associação Comunitária e Cultural Cidade Doçura com apoio do Departamento de Educação e Cultura de Américo Brasiliense, da Associação Cultural Sinhá Prado, da Mostra Audiovisual de Cambuquira (Mosca) e da Rádio Comunitária Maranathá FM. Toda a programação da “I Mostra de Vídeos de Américo” será gratuita.


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