Goiaba como disse em outros tópicos é um ser estranho. Tipo, ele é esquisito. Mas esquisito legal, sabe?
Pessoas como o Goiaba são pessoas raras, infelizmente, pois o mundo seria melhor se tivesse mais goiabas espalhadas por ai.
Bom, mas o que eu queria falar é sobre o carro do Goiaba, não, não é um simples carro. O Goiabamóvel também conhecido como A Chaleira é um Gol muito parecido com um Hashi-Roku, para quem não conhece a série Initial-D recomendo, a Chaleira faz meu caro amigo gastar toda grana que recebe pois deve consumir alguns litros por Km.
Mais incrível ainda é o chaveiro dele em formato de vagina usada, isso mesmo. Se aperta sai uma espuminha branca de dentro. Fico imaginando ele perder o chaveiro num shoping-center, gostaria de saber se ele teria coragem de descrever o chaveiro na sessão de achados-e-perdidos, se bem que o Goiaba pelo que conheço não perderia a chance de dar os mínimos detalhes.
Mas de fato o Goiaba não podia ter um chaveiro diferente, se eu vejo o chaveiro logo identifico a única pessoa que teria coragem de usar tal chaveiro. Juro que procurei uma foto do tão “esquisito” chaveiro mas tudo que encontrei de mais semelhante foi a fotinho do lado, mas ja da para ter uma idéia, fiquei tão pasmo quando vi o chaveiro que a única coisa que consegui dizer foi … “que absurdo” ^^
Quinta à noite, saindo do trabalho, véspera de feriado, qualquer paulistano padrão está correndo para pegar a estrada rumo à praia.
Eu recebo uma ligação e é a Amaralina, dizendo que a festa para onde ela e o Tchelo iam miou. (Lina e Tchelo são os donos do Gametube, link ali do lado!)
- Querem jogar?
- Agora? – pergunto eu.
- É!
- Bora!
Não só ficamos até altas horas montando fichas, como dormimos e ainda passamos a sexta inteira jogando RPG! Feriado ideal, não?
Agora eu parei de fazer rangers, porque senão ia levar pedradas… sniff. Só porque ranger é a classe mais apelona que tem? rss Aguardem a minha fase hexblade então..
Para completar, arranjamos um programa para jogar RPG virtualmente, e estamos reunindo a galera Seven em outras aventuras – mestradas pelo maridão e pelo Diego. Estou ansiosa para jogar com ele!
Mais notícias sobre o tal programa em breve, quando tivermos screenshots da turma em ação!
Deu n’O Globo que o grupo New Kids On The Block (sim, a banda daquela obra prima… step by step uuuh babyeeeeee) está planejando voltar à ativa.
Lembrei da Zel falando: esses filhos da puta não deixam os anos 80 morrer!
Na época em que todas as meninas ficavam histéricas só de ouvir o nome deles, eu ouvia MPB, veja bem! hahah Nerd, eu? Ainda bem!
Nossa fui muito maldoso no artigo anterior (parte I) enfiei o dedo na ferida e nem sequer dei uma solução. Enfim, mas o objetivo era isso mesmo e se gerou insatisfeitos, pessoas magoadas, pessoas raivosas, ou que de alguma maneira achou que algo não tá legal e podia melhorar atingi meu objetivo =)
Nesse sim, vou primeiro derrubar alguns (pre-)conceitos e depois irei mostrar o que alguns especialistas, criticos e sonhadores estão sugerindo como alternativas para resolver o problema. Também vou me referir muito sobre o “fator comodismo” que é o efeito causado pela grande quantidade de tempo que o autor de uma “idéia” pode lucrar com ela.
Recebi muitos emails, comentários e afins sobre o post anterior. Alguns em tom acusador, outros em toms de revolta com o atual sistema, outros com revolta com os impostos, outros em revolta com grandes indústrias mas ainda bem nenhum email indiferente. Reuni algumas das defesas e comentários abaixo e dou minha visão sobre o assunto:
Na realidade a maior parte das pesquisas são feitas por laboratórios que não tem remédios eficazes contra as doenças. Antes da lei de proteção a patente ter aumentado o poder havia muitos estudos e o valor dos remédios aumentou devido a proteção e não o contrário. Quando uma empresa descobre um remédio rentável ele prefere mudar o foco de suas pesquisas para novas doenças economicamente viável (como impotência por exemplo) do que gastar o lucro em novas pesquisas, isso acontece porque a descoberta feita ainda vai gerar lucro por décadas e décadas a fio. Para piorar diversos lugares apontam que 25%do valor ou menos é investido em pesquisas (e mal investido se for ver o tipo de medicamento procurado), sendo que muitas vezes são medicamentos ligados à cosméticos (sim beleza dá mais dinheiro que a cura do câncer). Geralmente as empresas preferem gastar mais em publicidade que em pesquisas para revender o que ja foi descoberto (fator comodismo novamente).
Outro fator horrível é que o governo de vários países muitas vezes fazem investimentos em pesquisas em parceria com indústrias farmacêuticas e estas por sua vez ditam as regras do que se deve pesquisar e na hora de falar sobre a pesquisa usa o valor total da pesquisa para propagandear seu nome. Primeiro que a industria direciona as pesquisas para o que é mais vantajoso para ela (e para ela é mais vantajoso um viagra que a cura do câncer).
Outro problema nesse caso é que as empresas farmaceuticas tem registrando plantas, animais como seus. Sim um dos mais fortes lobistas são das empresas farmaceuticas. Apesar de qualquer um achar estranho alguem registrar um cachorro é o que elas tem feito e pior, muitas das plantas registradas vieram da nossas matas e quando o remédio chega aqui, chega com 2, 3 dólares de royalts.
Hoje a Disney tem sim como fazer mas hoje não lhe interessa ela pode fazer filmes menos artísticos, mais baratos e mais interessantes comercialmente falando. Porém se um estúdio tão pequeno quanto a Disney no passado se desejar fazer algo parecido, no no . Não terá dinheiro suficiente para fazê-lo e a dificuldade de negociação seria um fator tremendamente desistimulante, se conseguisse obviamente seria uma obra prima não somente da arte mas do mundo dos negócios, porque dalhe advogados =). Da mesma maneira uma continuação ou versão do Senhor dos Anéis seria impossível, não como era feito com antigas lendas e histórias de shakspare, ou contos de fadas antigos. Mas isso vai mais longe pois essa proibição impede maravilhosas obras em todas as esferas (música, livros, cinema, desenhos, quadros etc).
Em resumo: Ninguém pode rearranjar algo, se ele foi rearranjado recentemente. Se ele foi rearanjado há 50 anos não pode, mas há 500 anos pode. Que lógica tem isso?
mentira… bethoven, mozart não são de épocas onde uma música gerava royalts.
Tolkien vendeu seus livros por obra e não por royalts. Muitos escritores faziam isso numa época onde não se tinha controle sobre direitos autorais de livros.
Será? Se fosse verdade não teriam países criando leis anti-patentes como aconteceu com remédios no Brasil, África e não existiriam leis e até partidos anti-patentes surgindo em alguns lugares do mundo, como aconteceu recentemente com a Suécia. Existe algo de errado e pode sim ser mudado.
Sim, porém se o mérito não é apenas dele (como disse na parte I uma “idéia” é uma junção de N outras idéias do passado e não é possível levantar todos os merecedores visto que muito se é criado no inconciente) ele não merece os louros para sempre e sempre e sempre. Não tem nada mais capitalista do que proteger o próprio dinheiro, e o que estou argumentando é formas de fazer todos pagarem menos por tudo. Ou seja, todos sairão ganhando o que lhe é devido ja que as idéias é um bem comum da sociedade e para quem não acredita em inconciente coletivo é só lembrar de alguns exemplos históricos de “idéias” que surgiram ao mesmo tempo em mais de um lugar.
De acordo com Consultoria IDC ( International Data Corporation) o problema de pirataria no software acontece no mundo todo:
• 71% no leste Europeu
• 63% na América Latina
• 56% na África/Oriente Médio
• 53% na Ásia/Pacífico
• 36% no oeste da Europa
• 23% para os EUA/Canadá
Será que estamos vivendo num mundo de criminosos?
Gosto de viajar mas não consigo imaginar um mundo onde a lei de patentes, direitos autorais e royalts sejam mega protegidos e que ainda tenhamos espaço para respirar. Num mundo utópico onde tudo é protegido, imagino que em 100 anos o próprio ato de criar seria cobrado, pois alguem teria a brilhante idéia de registrar que “pensar em criar” foi feito antes por ele. Parece ridiculo, mas se você levasse uma planta numa empresa de patentes há 100 anos e dissesse que queria patentear ela iriam rir da sua cara, hoje é possível.
Uma solução para acabar com o efeito comodismo é diminuir drásticamente a quantidade de tempo que uma idéia é protegida, depois desse tempo seria de domínio público e não somente do autor e família. Isso afetaria o mundo da seguinte forma:
Livros, Desenhos e Músicas seriam proibidos de repassar o direito-autoral. Fazendo com que gravadoras e editoras voltassem ao papel de produzir e distribuir e não de ditar as regras. Os autores seriam os que iriam ditar os contratos e seriam mais valorizados e poderiam lucrar por obra durante um curto período (algo como 20 anos) e depois seria de domínio público. Isso faria com que para continuar ganhando um artista produzisse mais, e as editoras teriam que mudar o foco para em vez de pressionar os criadores com contratos abusivos, teriam que mostrar melhores propostas de divulgação, distribuição e produção de cada trabalho. Todos (artistas, editoras e gravadoras) estariam unidos para ganhar mais pelo seu trabalho mas cada um no que lhe cabe por direito, o artista pela criação, a editora pela publicação, produção e distribuição e as gravadoras pela gravação, produção, distribuição e pelos estúdios.
Filmes teriam um período ainda menor, visto que a maior parte do lucro vem mesmo dos primeiros anos. O tempo se fosse curto (algo como 10 anos) não mudaria muito o lucro obtido por um filme, porém faria com que não somente grandes estúdios filmassem grandes histórias ja que o tempo de proteção ao direito dos livros acabaria. Grandes obras envolvendo histórias de livros e filmes antigos (mas agora não tão antigos) poderiam ser usados para produzir novos filmes. As empresas diminuiriam os gastos com produção embora fossem lucrar por menos tempo em cada filme.
Remédios com a patente reduzida também em 10 anos faria com que as empresas em vez de focarem em pesquisas mais fúteis iriam reinvestir o valor ganho do remédio em novos remédios ainda mais potentes. Os remédios assim que inventados teriam alto custo mas depois que a patente caisse em domínio público o remédio custaria pouco, porém a empresa que o criou teria nos últimos 10 anos desenvolvido versões aprimoradas do mesmo remédio e estaria apresentando para o público remédios mais eficazes para curar a Aids, Câncer etc do que Viagar ou algum remédio anti-envelhecimento. Provavelmente as empresas farmacêuticas teriam que investir menos em publicidade e mais em pesquisas e não o contrário como tantas pessoas levantam.
Softwares cairiam em domínio público também em 10 anos e no caso de empresas, depois de 15 anos seriam obrigadas a disponibilizar o código fonte do programa. Os softwares públicos seriam protegidos, isto é, não poderia ser criado artifícios para que o software “apagasse” ou “bugasse” depois de 10 anos. Isso faria que empresas pequenas pudessem lucrar com suas pesquisas e softwares desenvolvidos mas empresas grandes não parassem de investir em pesquisas para produzir softwares melhores. Resumindo, Windows 98 SE seria liberado a partir desse ano e muitos usuários no mundo poderiam ter acesso a um sistema operacional sem falhas, usuários que não causariam prejuizo a Microsoft (quem usa hoje win 98 SE de fato não compraria uma versão original do sistema). E a empresa seria obrigada a sempre melhorar seus sistemas para que a versão pública do seu software de 10 anos atrás não vire sua própria concorrente. Para vender Office 2008 é bom que ele seja realmente superior ao Office 98. E depois de mais 5 anos o código estudado em universidades pode ajudar a desenvolver softwares em outras áreas que jamais foram imaginadas pela Microsoft, o software depois de 15 anos além de gratuíto a licensa passaria a ser livre e como tal mesmo modificado seria livre. Barateando o software reduziria o custo (e prejuizo) de todas as outras empresas, e as empresas de software seriam beneficiadas com músicas, livros e filmes para criarem novos softwares sem a necessidade de ficar impossibilitado devido ao custo de royalts.
Outro grande problema é a distribuição. O filme que desejamos só é vendido em um box de 100 US quando queriamos apenas ter o filme, esta é a desculpa (aliás válida) de muitos usuários que baixam o filme pela internet. O mesmo para música (”para que pagar 30 reais em um CD se posso baixar? Se fosse um preço justo….”).
Para resolver esse problema, não deveria ser considerado pirataria se o usuário não tivesse opção naquele formato. Exemplo:
Se o filme tem apenas em box, uma cópia do filme deixa de ser pirataria. As gravadoras deveriam sempre distribuir os seus produtos em duas ou mais formas. Uma na forma enxuta (download pela internet, CD em banca de jornal, etc) que teria valor controlado pelo governo de cada país e outra na forma box, ou forma de locadora para quem quisesse oferecer de presente. Na forma enxuta o usuário teria acesso ao mesmo conteúdo digital que os demais, porém sem caixa, poster, folder, etc e pagaria apenas pela midia, direitos autorais, royalts e lucro mínimo (teria leis de incentivo e diminuição de impostos nesse formato). Já na forma box (ideal para presentes), o usuário além do conteúdo digital teria acesso a folder, poster, letras de música, estojo etc.
Isso impediria por exemplo de uma empresa alegar prejuizo, ou pirataria quando seu filme sequer é vendido no país ou não tem aquela versão no país. Alias, enquantoa empresa não distribui o filme (que ficaria no esquecimento se todos fossemos certinhos) pela nova regra ele se popularizaria pois o filme mesmo não tendo no país iria passar de mão em mão e se tornar famoso. Foi o que aconteceu com muitos animes que graças a pirataria se popularizou no Brasil e fez com que emissoras de TV comprasse para exibí-los ou para gravadoras distribuirem DVDs com os “desconhecidos” (pois seriam desconhecidos se não fosse a pirataria) desenhos. Também impediria de se chamar de pirataria um filme extendido baixado pela internet quando a distribuidora nacional do filme não tem a intenção de distribuir a versão extendida.
A partir do momento que algo é nocivo a sociedade a sociedade reage contra. Quando o cigarro apesar do incentivo da mídia começou a cobrir com o manto do câncer o mundo, o mundo reagiu. Hoje fumar (apesar de muitos ainda fazerem) virou um hábito negativo, deixou de ter glamour para ser algo “doentio”, exibido hoje pela mídia (e apoiado pelo povo) como símbolo de fraqueza, ansiedade e doença.
A mídia começou recentemente fazer isso com a obesidade e tem tido mesmo sucesso e ainda mais recentemente tentou fazer isso com a pirataria, sem o mesmo sucesso. O que deu de errado?
A pirataria atinge grandes corporações mas também atinge escritores, músicos, atores, programadores (eu me incluo aqui ^^), quimicos e uma infinita variedade de pessoas. Porém no dia a dia as pessoas sentem que algo não está correto e acabam ajudando na pirataria ao comprar ou distribuir um produto pirata. No fundo, mesmo que negando, todos sentem que algo não esta correto e culpam algo próximo, governo, preços, custo de vida, dificuldade financeira etc. Mas na realidade é que quando tem um sistema que agrada apenas a alguns (e esse agrada muito as grandes corporações) a socieade não se sente interessada em ajudar. Se o movimento fosse de anti-anti-pirataria certamente teria tido mais sucesso.
Se leis menos conservadoras fossem adotadas e os usuários não fossem obrigados a cometrem o crime da pirataria porque houvesse boa vontade de todos os lados, fazer pirataria seria tão mal visto como fumar dentro de um elevador. Se o mundo conspira para ajudar em um problema e alguem pisa na bola, ai sim esta pessoa pode ser taxada de criminosa. Cometer pirataria num mundo com leis assim seria algo underground tanto quanto a venda de drogas.
A partir do momento que o governo retira os impostos da versão enxuta e todos podem usufruir livremente de coisas inventadas há mais de 10 anos, as empresas reduziriam muito o custo de produção de seus produtos sem a necessidade de piratear nada. Um filme não gastaria toneladas em softwares e custo em direitos autorais para rodar um filme baseado em livro. Um jogo não pagaria toneladas em direito autorais para poder ter a música do artista tal, que morreu há 30 anos. O livro poderia ser escrito contendo personagens de mundos fantasiosos criados por um autor que ainda não morreu mas criou seus personagens há 30 anos atrás. E ninguém precisaria pagar royalts para cantar Parabéns Pra Você.
Os limites de registro seriam revistos. Registrar plantas, animais, alterações genéticos, códigos e sequências de DNA, planetas, nomes pessoais seria proibido e em alguns casos mesmo para direitos adquiridos. Se você investir 5 bilhões para criar um cachorro que brilha no escuro o problema é seu, se fosse para ter patente Deus seria dono de tudo ^^.
Não posso fazer todos concordarem comigo, graças a Deus sempre teremos quem discorde da gente e assim o mundo evolui. Mas jamais irei admitir que chegamos no auge da evolução das leis, sobretudo as que guardam os direitos autorais. Nem posso acreditar em alguem que fale que absolutamente tudo esta correto e que ela não concorde que algo pode melhorar.
Imaginar um mundo oposto também é possível, onde tudo pode ser registrado e para sempre. Quem tivesse mais registraria mais e em breve até o ar que respiramos teria dono. Isso é prisão e não liberade, é regredir e não progredir.
Com isso, “pirateando” o Engenheiros do Hawaii, “não é difícil ver que a coisa toda ta errada”.
Piratas ou corsários eram pessoas que praticavam saques, pilhagems, estupros e assassinatos usando seus navios para conquistar em alto mar outros navios. Os navios que eles usavam raramente tinham alguma bandeira correspondente a alguma nacionalidade e muitas vezes usavam bandeiras próprias, da onde surgiu o “mito” da bandeira preta com ossos . O dinheiro do saque era dividido entre a tripulação para evitar motins, que eram freqüentes nesse meio. Mas também era usado para conseguir posses e não raro um pirata famoso acabava conquistando muitos navios e virava mercador e às vezes até conseguia algum título de nobreza. Isso tudo aconteceu na era do comércio naval nos séculos XVI a XVIII.
Hoje pirataria significa copiar um produto a partir de outro, ou de alguma forma não pagar direito autoral, ou ainda não pagar imposto. Usam um termo que ao meu ver é errado porque esta infração nada tem a ver com os estupradores e assassinos do século XVI, mas é o que a mídia tenta impor. Diz no wiki que 42% da população usa algum produto pirata, 42%? Quem eles tentam enganar? Acredito sem sombras de dúvidas de que 97% ou mais usam produto pirata e apenas 1 em 40 pessoas que não, isso sendo otimista. TODOS usam algo pirata, desde um relógio falsificado, um gabarito de celular falsificada, uma calota falsa da Ford, um tênis nike do Paraguai, um software ilegal, uma gravação de um filme que ganhou de um amigo, uma camiseta que tem uma estampa que não foi pago royalts e por aí vai.
97% da população brasileira é criminosa Isso mesmo, pois pirataria é crime.
Agora o que é um crime?
Crime é algo que uma pessoa faz e que a maior parte da sociedade considera aquele ato errado. Então aquilo passa a ser um crime e quem o comete passa a ser condenado pelo sistema de leis do país. Ei pera lá! Algo não está batendo!!!
Exatamente, por algum motivo há muito tempo atrás nos enganaram que usar algo que é copiado de algum outro lugar é errado e você acreditou, mas lá no fundo você mesmo não concorda. Lá no fundo em sua mente você arruma desculpas das mais diversas para você poder usar aquele relógio pirata, aquele CD pirata, aquele DVD pirata. Pois é, mas eu não te culpo . Como você pode ser obrigado a pagar por idéias?
Porque alguém que inventa uma nova música de sucesso pode ganhar dinheiro eternamente sendo que ela foi alimentada durante a vida toda por estilos, músicas, teorias vindas dos mais diversos lugares. Estas pessoas todas que ajudaram foram microplagiadas e jamais ganharão nada.
Alguém que inventa uma televisão, tem sua família e parentes ricos para sempre sendo que jamais pagarão royalts pelas fórmulas usadas no passado, por aquele amigo que ajudou a estudar física quando ele era criança, pelo rádio que inspirou a invenção.
Alguém que inventa um software e copia discaradamente de N lugares e recompila usando novo nome pode, porém alguém fazer uma cópia idêntica de seu software, não.
Uma idéia jamais é nova, uma idéia sempre é um plágio sutil de milhões de lugares diferentes. Alguém responsável por fazer um bom arranjo de todas estas idéias soltas passa a vida (e as vezes muitas gerações) sugando dinheiro de todos que ajudaram (ou tiveram parentes que ajudaram ) de alguma forma na criação.
Somos escravos de royalts, trabalhamos a vida toda para pagar algo que nos pertence tanto quanto aos criadores, tudo porque a proteção a patente permite que alguem fique “dono” de uma idéia durante dezenas e dezenas de anos e aos poucos o limite vai se extendendo e a quantidade de coisas que podem ser registradas aumenta (ja existem empresas registrando animais, DMAs e sequências de DNA). Vou dar um exemplo muito cruel.

Mickey Mouse é uma criação de Walt Disney de 1928, mas oito antes antes ja era conhecido no país um brinquedo chamado Micky Mouse extremamente semelhante ao Mickey Mouse. De jeito nenhum estou dizendo que foi proposital o plágio mas quero levá-los a entender como uma idéia surge.

Quando o conhecido Mickey surgiu e começou a enriquecer, nenhum centavo foi dado à empresa de brinquedos, que provavelmente tinha copiado inconscientemente a idéia de outro lugar tal como Walt Disney, e a empresa de brinquedos, sem produzir nada de novo, faliu. Alguns anos depois Mickey Mouse ganhou o mundo com o filme Fantasia, que reunia músicas clássicas do mundo inteiro. Mickey porém estava com os dias contados pois a lei de proteção a autoria previa que logo ele viraria domínio público.
Wal Disney com sua influência na política dos E.U.A conseguiu expandir o tempo e a lei foi alterada salvando Mickey Mouse de cair nas mãos do mundo, o que permitiria vários autores a criarem desenhos baseados no ratinho. Cada vez que o tempo estava para acabar E.U.A aumentava o tempo, por isso a lei que rege o tempo que uma “idéia” pode ser usada é mundialmente conhecida como Lei Mickey Mouse. Agora vem a parte vergonhosa da coisa, se a lei Mickey Mouse de hoje valesse na época que o Filme Fantasia foi criado o filme não poderia ter sido “criado” porque a maior parte das músicas ainda estariam protegidas e esta obra prima se perderia para sempre.
Esse artigo enorme foi apenas para mostrar que existe algo de podre no atual modelo, existe algo que esta machucando a sociedade, que está fazendo a sociedade pagar por algo que lhe pertence, fazendo a sociedade deixar de criar maravilhas por medo de usar a “idéia” de outra pessoa. Isso tudo está seriamente errado e tem alguns países que já perceberam isso e estão criando leis anti-direito autoral. Existem muitas pessoas começando a pensar em modelos de negócio alternativos e existem até remédios que o próprio Brasil quebrou a patente para não deixar pessoas morrerem simplesmente porque não podem arcar com os custos de royalts do remédio.
Concluindo meu raciocínio, se não conseguimos pagar a todos que colaboraram com uma “idéia” de forma justa, já que na realidade tudo e todos de certa colaboram com ela, não se deve pagar a ninguém. Pois “idéia” deixa de ser um bem, desse modo teríamos mais filmes Fantasia, teríamos mais Senhor dos Anéis, mais Shakespere! E menos choro!
Você pode pertencer ao grupo que quer olhar ao próprio umbigo e se revoltar com a possibilidade de alguém usar algo que você “criou” sem pagar por isso, mas também pode mudar seu foco de visão e se colocar no grupo que passaria a usar sem culpas o que os outros “criaram” pois no fundo você ajudou. Só continua enxergando a terra chata quem quer pois a partir de agora eu já mostrei que ela é redonda.
Vou tocar num assunto que óbviamente gera reboliço, sistema de penas.
Não é de hoje que sempre acompanho sobre criminologia, pesquisas, tentativas, alterações em códigos penais e por ai vai. Eu sou contra pena de morte a princípio porque me considero cristão e como tal toda pessoa tem o direito a vida independente de seus pecados. Mas também sou um sonhador, gosto de viajar por fronteiras e não gosto de ficar preso a religiosidades então me ponho facilmente a sonhar infringindo as regras impostas pela religião e sonhando com um mundo onde isso e aquilo é permitido, e no caso mais de uma vez me imaginei vivendo num BR onde a pena de morte existe.
Porém por pesquisas eu sempre vejo que onde tem pena de morte a criminalidade aumenta. Também acompanho várias pesquisas mostrando o alto número de pessoas presas erradamente e levadas ao corredor da morte, pois a justiça é falha e muito.
Alguns lugares aceitam penas de morte apenas para casos ediondos, mas mesmo nesses casos existem inocentes. Um deles é de um marido que sempre brigava com a mulher e numa destas brigas ele saiu de casa para comprar cigarro. Quando voltou a mulher estava em coma, havia sido violentada sexualmente e ele a levou para o hospital, quando ela recobrou a conciencia ela alegou ter sido violentada e espancada brutalmente pelo marido após a briga.
Os vizinhos dele testemunharam contra, pois os dois realmente brigavam muito. A mulher foi agredida a pauladas e chegou a entrar em coma e ficou tremendamente deformada devido a violencia mas ela lembrava com todas as forças de que foi o marido que a violentou.
Somando testemunhas, falta de alibe, etc ele foi condenado a morte.
Pocuo antes da data de sua execução chegar foi inventado o teste de DNA e ele foio aceito pelo tribunal como prova (não conclusiva mas ainda assim como prova) para inocentar ou condenar uma pessoa . O ex-marido aceitou a fazer o teste para bater com o semen encontrado em sua ex-esposa. O teste o libertou, o semen não era dele.
O estuprador foi descoberto tempo depois, ele havia feito o mesmo em outras casas na cidade e confessou o crime como verdadeiro estuprador e seu DNA batia com o semen encontrado mas até hoje a mulher e a familia dela acha que foi seu ex-marido. Como houve danos no cérebro da vítima devido as pancadas é provável que a mente dela gerou falsas imagens sobre o ocorrido.
O ex-marido já a beira da execução foi salvo pelo milagroso teste de DNA.
O homem é muito falho em detectar a verdade, por isso faço de mim as palavras de Tolkien no livro “O Senhor dos Aneis” quando Gandalf fala:
-Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados.
Esta fala é extremamente atual. Se não podemos desfazer o erro de matar alguém e não podemos julgar com certeza absoluta que alguem pe culpado, como podemos matá-la e dizer que esta ou aquela pessoa merece viver ou morrer? Quem somos para fazer tal julgamento?
Sou a favor a prisão perpétua. Você retira a liberadade mas não a esperança de que caso ele seja inocente, possa um dia voltar à sociedade.
E para concluir fico muito feliz quando a parte racional do Edson entra em harmonia com a parte religiosa do Edson, infelizmente não é sempre assim =D
É nisso que dá juntar dois marmanjos meio nerds para fazer um filme. É nisso que dá assistir um filme arranjado pelo Goiaba. É nisso que dá ver um filme que tá nem aí para a greve dos roteiristas.
Planeta Terror é aquele filme tão ruim que fica bom. Só não se igualou ainda a Geladeira Diabólica, porque este é um clássico cult dos filmes ruins indicados pelo Goiaba, e que merece um post à parte. Mas fica quase lá.
Tem tudo de bom/ruim: um trailer falso para um filme que não existe (boatos dizem que pode acabar rolando a produção de Machete, quem sabe…); o trecho mais revelador comido porque o “filme queima”; sangue falso para todos os lados; pedaços de corpos sendo retalhados; heroína voando com o impulso de uma explosão; diálogos toscos; cenas inspiradas no que há de melhor e pior no cinema; Bruce Willis; uma metralhadora encaixada na perna comida por zumbis e, sim, ela atira!
Geladeira diabólica a gente assiste porque o Goiaba é louco e a gente não resiste. Esse, além disso, porque é feito por uma dupla imperdível. Tarantino, que eu adoro. E Rodriguez, que tem um passado bem comprometedor…. É dele El Mariachi, de 1992, feito com 7 mil dólares. É dele A Balada do Pistoleiro. É dele Sin City. E é da dupla Um Drink no Inferno. Não dava para esperar nada convencional mesmo.
Já estamos ansiosos para a segunda etapa do projeto, Death Proof, do próprio Tarantino. Queremos mais sangue de catchup!!
P.S.: a frase do título é do filme, claro. Nada melhor para o final de um sábado de trabalho, não?
Não faz muito tempo que mudamos de casa. Saímos de um apartamento, porque o proprietário pediu, e fomos morar em um sobrado. Ou melhor, se esconder. Como diz meu pai, se a gente tropeçar, cai em Santos.
A casa é boa, bem cuidada, tem espaço para o escritório, que antes ficava apertado no nosso quarto mesmo (quem tem um marido nerd deve imaginar o que isso significa…), além de ter uma cozinha onde é possível dar um passo – na outra dava só para dar meios passos, juro!
Pra gente poder pagar o aluguel de uma casa dessa, tem que ter, claro, um inconveniente. Pois é. Estamos a poucos quarteirões de Heliópolis, “só” a maior favela do país – o site da prefeitura diz que agora deixou de ser favela e ganhou o status de bairro.
Além disso, o sobrado tem a janela do nosso quarto virada para a rua, direto para a calçada, porque a casa não tem recuo. Qualquer barulho na rua é como se viesse de dentro de casa.
Tudo isso para contar uma cena que nos aconteceu na semana passada:
Sexta-feira, 3h30 da madruga, acordo com uma voz arrastada falando coisas desconexas como “o espaço está aberto, mano”, “vou fazer uma cachoeira”, “tenho que trampar amanhã, mano”, “se eu chegar agora em casa minha mãe vai pensar que é ladrão”, “sou ladrão, não, mano. Sou grafiteiro”, “olha a régua ali, mano, perfeito”, “paredão aqui, mano”, “o espaço tá aberto, paredão, mano”, “vou pichar nada não, vou fazer um desenho bem maneiro”…
Coloquem aí um x10 na frase “o espaço está aberto, mano”.
Imaginem o estresse. Tínhamos certeza de que o camarada estava pichando nossa parede. Ou mesmo grafitando, mas sem nossa autorização, claro. Abrir a janela, nem pensar. Dá a maior bandeira e super exposição. Jacaré ia mexer com alguém nesse estado? Nem eu.
Até que lembramos que o motoqueiro que faz a vigia no bairro nos deixou um telefone. Desce o maridão para ligar lá sem dar na vista. Passa motoqueiro na janela. Tenta conversar com o fulano, que repete toda a lógica aí de cima. Vai embora motoqueiro. Fulano fica.
E a gente, sem mais ter o que fazer, mais de 4h, tentando dormir. O camarada podia pichar o muro mas calar a boca ao menos, não?
6h30, toca o telefone, minha sogra está no metrô e eu preciso ir buscar. Abro a janela, e nada de pichação nas paredes da casa. Mas, no comércio à frente, está escrito “espaço reservado para grafiteiros”, e a gente não se lembrava disso. Mano! 3h30 da madruga é hora de ficar chapado para criar o grafite, meu?! Porra, meu, fico puto! Prefiro ter um filho viado que um filho grafiteiro!
… seus sobrinhos nunca ouviram falar de De Volta para o Futuro.
… seus sobrinhos não sabem que existe um filme Alien e outro Predador, e não apenas essa bizarrice de Alien x Predador.
… seus sobrinhos mal sabem que existia Star Wars nos anos 70, 80.
Receber os sobrinhos mais fofos do mundo em casa tem dessas…
Ao menos viciamos de vez os dois em RPG! Ê! E, claro, fizemos assistirem aos três filmes de Marty McFly. E eles adoraram! Difícil foi fazer eles imaginarem quão longínquo era o ano de 2015 quando o filme foi lançado. Céus, eu me lembro disso!
Goiaba também faz poemas ^^
==!==!==
A espinha em minha bunda
Como és grande e volumosa
quando me sento na cadeira
percebo o quanto é gordurosa
A espinha em minha bunda fala
“vim ao mundo provar minha existência!”
Demasiada dor me tira a paciência
preciso de uma pomada Minancora que tenha eficiência
A espinha em minha bunda é grande
sinto que estou nela e não ela que está em mim
Como é grande o meu descontentamento
As espinhas se reproduzem por brotamento!!
A espinha em minha bunda logo irá desaparecer
E com elas vão se embora minhas dores ao amanhecer
O creme Chease que agora esta embaixo de minha unha
é a única lembrança que sobrou da espinha em minha bunda.
Goiaba