As desventuras de um casal nérdico
Guardião Universal
30 abril 2008, por Edson, às 21:57

Essa é curta, um amigo meu Dinart me enviou essa bizarrice. O Guardião Universal, com vocês o Milton o Terrorista, porque quando o “causo é verdade até o elemento aparece”.

O cara é uma comédia, se alguém tiver interesse na saude dele (exceto mental) aparentemente ele esta “são” e salvo mantendo o blog dele:
Blog
Profile dele:
Blogger Profile
Orkut Profile


Rodízio em Curitiba
30 abril 2008, por Edson, às 14:20

Ouvi falar que tem projeto para ser aprovado que regulamentaria o rodízio de carros em Curitiba, espero que não seja verdade ou que não de em nada. Se isso acontecer podem dar adeus ao que resta do bom trânsito e ao ar limpo de curitiba (limpo sim, porque somente quem vive em sampa sabe como é bom o ar de Curitiba).

Com rodizio, nos primeiros 2 anos o transito vai melhorar muito. Pois durante a semana 20% dos carros não vão circular no horário de rush.

Depois disso, quem tem 1 carro bom na garagem vai preferir vender e comprar dois carros médios para não ficar nenhum dia sem carro e como carro parado é prejuízo, o filho ou esposa que andava de ônibus vai passar a andar de carro. Quem tem um carro médio vai trocá-lo por um carro ruim e uma moto se ele tiver esse tipo de carta. Resumo, mais motos na rua, mais carros, e pior, carros velhos. Em menos de 3 anos vai estar um caos o trânsito (a exemplo dos lugares que instalaram sistema de rodízio) e o ar mais poluído.

À esquerda o engarrafamento em sampa, à direita em na organizada Curitiba. Quem reclama, reclama de barriga cheia.

Boa sorte aos curitibanos, se me perguntarem, rodízio só de carnes.


Família Carli é Composta de Baloeiros?
28 abril 2008, por Edson, às 18:00

Desde -feira o Padre Adelir Carli está sumido após tentar quebrar o record mundial de permanência no ar usando balões de festa, exato, balões de festa. Para piorar existem testemunhas que dizem que o padre tinha personalidade teimosa e que colocava a vida de pessoas em risco, além de ser exibicionista. Seja como for o que me afetou foi que desde a “tragédia” todos me perguntam se ele era parente meu, devido ao meu sobrenome incomum ser igual ao do padre, e por ele também ser do Paraná.

Pode ser parente? Até pode sim. Uma grande população de italianos pobres vieram tentar a sorte no Brasil no inicio do século pássado e ao chegar lhes era exigido sobrenome, coisa que muitos camponeses italianos não tinham ou preferiam deixar para trás. Então eles colocavam o lugar de onde vinham, no caso da Vila Carli . Ai surgiu o sobrenome Di Carli, De Carli ou simplesmente Carli como é o meu caso (sem contar as variações Carly e Carlly).

Como a vila era pequena e pobre a chance de eu ter algum parente comum com ele no início do século passado é bem grande. Talvez tenha vindo dali o gene doido que algums parentes meus tem por fazer projetos malucos sem chance de sucesso, ao menos alguns dos meus foram para frente ^^, talvez ter estudado curso superior em Análise e Gerenciamento de projetos me fizeram escapar desse destino =D

E quanto ao padre até indicado ao prêmio Darwin ele foi:

http://darwinawards.com/slush/new/pending20080421-082754.html

A imagem foi feita por um amigo meu, o Shy, que colaborou em ajudar a divulgar o novo Turist-Guy


Jardim de Infância
20 abril 2008, por Edson, às 17:29

Eu trabalhei em muitas empresas em minha vida e a Maíra trabalhou em outras tantas. Nesse decorrer nós percebemos todo tipo de ambiente, pois trabalhamos desde empresas pequenas com 10 funcionários até corporações gigantes com mais de cinco mil “funcionários”. E nesse período consegui constatar que elas não deixam de ser escolas para crianças, verdadeiros Jardims de Infância. Aliás, quanto maior a empresa, mais fácil você encontra traços infantis (negativos) entre os funcionários que a comandam.

Sabe aquela coisa da empresa mandar o funcionário chegar as 9h mas não ter nada pra fazer, e sair as 17h sendo que tem coisa ainda a ser feita? Pedir para ir no final de semana quando não tem absolutamente nada para ser feito? Da empresa torcer o nariz para prazos reais, mas quando o funcionário dá um prazo maquiado ela gosta (mesmo sabendo que é maqueido). Que se o funcionário da uma estimativa e não consegue cumprir a empresa da “peti” (como se alguma estimativa fosse algo mais do que um chute). Que do nada seu messengerpara de funcionar, porque em vez de conversar sobre o uso do messenger a empresa achou melhor cortá-lo (como quem tira a sobremesa da criança que não come a salada)? Pois é, qualquer um que trabalhou em grandes empresas (e muitas vezes até em pequenas) tem vários casos para contar sobre situações, onde você para e pensa; “Nossa! Eles parecem crianças”. Aliás, as vezes até criança entende melhor.

Porque então os funcionários tendem a ter esse comportamento tão infantil, e porque não dizer, mimado? De não querer conversar como adultos e chegar em prazos e soluções que respeitem a capacidade mental, lógica e responsável dos demais funcionários. Porque uma empresa que não faz sentido ter horário, exige horário? Porque gerentes culpam funcionários por estourar estimativas mesmo quando a culpa não é deles? E porque os funcionários mais infatis, estão entre os melhores cargos da empresa?

Em uma corporação, o comum é premiar o melhor funcionário. Porém quem é o mehor? Rapidamente, melhor funcionário acaba sendo traduzido por aquele que consegue mostrar desempenho e com poucas falhas. Mas muitas vezes não significa que ele não tenha falha, muitas vezes apenas ele sabe fazer melhor propaganda de si e quando tudo da errado ele sabe como jogar a culpa nos demais. Dentro de uma empresa assim é como uma escola que premia sempre os melhores, mas ela é tolerante quando uma criança passa uma rasteira na outra para ganhar a corrida. Ela finge não ver, como uma mãe que mima o filho, e o filho responde ao mimo. No final dessa longa competição você acaba obtendo pessoas que conseguem ser tão dissimuladas quanto possível, que não acreditam naquilo que dizem e trairiam o melhor amigo apenas para não ficar “mal” na empresa. Mas a culpa é únicamente da empresa, que sempre trata os funcionários como crianças e estimula esse verdadeiro prézinho.

Existe saída? Sim existe. Trabalhei, por sorte, alguns anos na Simplify uma empresa de engenharia que tratava os fruncionários e clientes como adultos. A empresa era pequena e tinha apenas 10 funcionários. Mas nela, eu escolhia o meu horário e ele era ótimo para a empresa, desde que atendesse o prazo. Se eu precisasse trabalhar em casa, ok também, bastava eu anotar o horário trabalhado. Se eu precisasse faltar por conta de uma doença? Ok. O importante era que tudo ficasse as claras e fossemos responsáveis para tentar ao máximo entregar tudo no prazo estimado, mas e se atrasasse? Simples, justificávamos tão logo se percebesse que o projeto ia atrasar, explicando os verdadeiros motivos, sempre com transparência. Jamais tive grandes atritos enquanto trabalhei para eles e foi uma ótima lição de amadurecimento profissional que o dono da empresa, Claudio, passava para seus funcionários. Até hoje ainda eventualmente trabalho para eles, sempre sendo transparentes um com o outro. Já tivemos discordâncias, mas como adultos sempre resolvemos conversando, é possível porque existe diálogo e boa vontade de ambos os lados.

Um outro exemplo é a Google, a qual não trabalhei mas li um artigo que mostrava que os funcionários (pelo menos em algumas filiais) tinham horário flexível, podiam trabalhar quando e onde quisessem. Poderia levar a familia para a empresa, havia sala de jogos, escorregador ligando um andar aou outro do prédio, enfim a empresa tinha suporte para permitir o funcionário trabalhar e se divertir nas suas dependências. Tudo para trazer o funcionário a maior quantidade de tempo possível para dentro da empresa. Tudo que ele precisava fazer, era cumprir prazos. É outra visão, algo como: “Nõs sabemos que você é responsável ao ponto de deixarmos você até jogar video-game no trabalho. Mas iremos cobrar seu desempenho”. Claro, todos precisam de diversão e a Google conseguiu fazer com que os funcionários trabalhassem em tempo integral, pois eles não querem ir para casa. A casa deles é menos divertida que a empresa, parece infantil deixar brinquedos espalhados pela empresa? Mas não, é maduro, muito mais que muitas empresas engravatadas, uma vez que o diálogo é transparente entre as partes.

Existe solução mas isso depende da cúpula. Uma empresa que ouve seus funcionários, que é transparente com eles, que os trata como adultos e não crianças tem apenas a ganhar, ganham em produtividade e com funionários que não somente vestem a camisa, mas nem tiram ela do corpo. Ao contrário, empresas que incentivam funcionários mimados e infantis, que não sabem interagir com os demais e com quem está abaixo dele, faz da empresa uma empresa infantil que decepciona os melhores funcionários e melhores clientes.