Outro dia mostrei o The End, que mostrava uma versão do final do Caverna do Dragão.
Hoje mostrarei outro final alternativo, também brazuca. Hilário ^^
Animação gráfica mostrando o funcionamento do DNA, dica do meu amigo Diego.
Apenas vejam, muito bom. A animação é de um brazuca.
Dica recebida pela twittada do fabiociccone que pegou a dica com o jovem nerd.

Li semana passada um exelente artigo no biocientista que me colocou a pensar. Seria mesmo exagero dos eco-fanáticos ou a Terra esta morrendo e deixando de ser um planeta possível de sustentar vida?
Acho que o que mina a defesa dos eco-defensores são alguns argumentos não confirmados.
Por exemplo, se alguém diz que as fábricas “podem” ser as culpadas sobre a destruição da camada de ozônio. Tão logo surge algum eco-defensor tacando pedra nas fábricas sem ter certeza, ou pelo menos sem ter argumetos coerentes. A raiva deles é compreensível. Claro! Pois não há dúvidas, ao menos para mim, de que o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio são culpa do homem moderno, se não o evento em sí o aceleramento dele o é. Ou em tantos milhares e milhares de anos a natureza escolheu justamente o ápice da evolução humana pra dar pau?
A FAPESP anunciou que um grupo de 3.146 cientistas concordam que o homem tem colaborado com o aquecimento global. Pior, entre estes cientistas tem dois grupos em destaque por serem os mais céticos. Os geólogos que trabalham com petróleo e os meteorologistas.
Os geólogos é fácil de entender, uma desaceleração do mercado para impedir a destruição do planeta teria um impacto direto na área que atuam. Salvar o planeta significa produzir e gastar menos petróleo.
Já os meteorologistas são pessoas mais zelosas, trabalham diretamente com clima e suas alterações. É de se esperar que eles reflitam muito mais sobre o assunto que qualquer outro cientista de outra área. Então é natural que para eles afirmarem isso eles precisam responder com clama. E o que me preocupa é que mesmo assim 64% não tiveram dúvidas em apontar que nos últimos 200 anos o homem teve influência no aumento da temperatura.
Quando alguém quer dizer que o cigarro faz mal na mídia, esta pessoa encontrará uma barreira. O lobby da indústria de cigarro que por vez e outra tenta até colocar na mesa pesquisas falsas alarmando sobre a inexistência dos riscos do tabaco.
Quando alguém quer mostrar que o amianto faz mal, esta pessoa encontrará o lobby da indústria do amianto.
O mesmo ocorre com armas e qualquer outro produto.
Agora quando alguém diz que o homem está consumindo o planeta e este tende a deixar de dar suporte para as gerações futuras, isso afetará todas as indústrias. O lobby deixa de ser localizado para ser global. Nenhuma indústria quer que o mercado mude, ou que as pessoas deixem de comprar algo para evitar o consumo desnecessário. Ninguém quer consumo conciente. A indústria de computadores QUER que você troque seu computador, mesmo que ele ainda seja util. A indústria de automóveis, QUER que você troque seu carro pelo de direção hidráulica e assim por diante.
Logo não interessa exatamente o que está causando a destruição do planeta, se é um ou vários fatores. Mas sabendo-se que é o homem o causador, uma mudança drástica deveria ser iniciada. E não ficar discutindo por 5 décadas o que está errado, pois até lá, muito mais coisas estarão erradas.
O homem criou uma coisa que se chama indústria, fábricas, comércio e principalmente consumo. E esta coisa toda vai destruir o homem, e infelizmente nesse ponto sou muito pessimista. Diferente do filme “O dia que a Terra parou” eu não creio que exista salvação, nem mesmo na beira do abismo. Mas não significa que em prol de nossos filhos e netos ao menos cada um de nós não tente. Afinal, que mundo deixaremos para nossos filhos? Com certeza bem pior do que recebemos, mas quanto?
Podemos parar para pensar e agir, ou então esperar que enchente a enchente. Terremoto a terremoto. Câncer a câncer. Sejamos todos levados a destruição final, para lá no final, sobrar meia dúzia de humanos com um planeta infértil e que nada lembra a Terra de 2 séculos atrás.
Pode ser velho para alguns mas é brilhante e como não havia falado disso no blog ainda, abaixo os vídeos:
Muitas são as histórias em quadrinhos sobre guerreiros, magos e dragões, mas em poucas você tem a oportunidade de poder ler todas as tiras no site do autor. Magias & Barbaridades (M&B) é uma destas surpresas agradáveis que raramente ocorrem na internet. Criação do brasileiro Fabio Ciccone que o Taulukko teve a oportunidade de entrevistar. Leia a entrevista e saiba mais sobre M&B no taulukko.
Recebi com surpresa a notícia de que meu sobrinho e sobrinha fumam Narguile.
Narguile é uma espécie de cachimbo e uma de suas origens é de que ele foi criado na Índia, apesar de ser comum em todo território árabe. Ele é feito para se fumar em “turma” e não apenas sozinho e como a fumaça se mistura com o “vapor” da água tem-se um cheiro agradável no ar quando são usados ervas aromatizadas.
Problema é que as pessoas passam a acreditar que o Narguile não faz mal e infelizmente faz, até mais que o cigarro e quem fala é o Dr Sérgio Ricardo Santos membro e presidente da Sociedade Paulista e Penumologia (SPPT).
A Organização Mundial da Saúde também adverte sobre esta “mania”.
Segundo estudos feitos pela OMS, acima de 50 tragadas já é possível adquirir o vício do tabagismo e muitas das toxinas incluídas no cigarro também são usadas para o tabaco do Narguile e no melaço, tais como detetizantes, veneno de rato entre outros. No Egito foram feitas várias pesquisas e mostraram que a chance de um usuário de Narguile adquirir uma doença crônica como câncer é semelhante à do cigarro.
Apesar disso muitos usuários de Narguile contestam, pois seu uso parece ser mais tolerado que o cigarro. Isso acontece pois a umidade da água remove o excesso da força no sabor do tabaco, porém em contrapartida as partículas são mais facilmente absorvidas pelo corpo humano. Um estudo da OMS mostrou que uma sessão de Narguile é o equivalente à absorção das mesmas toxinas de 100 a 200 cigarros e os usuários têm entre 10 a 20 vezes mais chance de obter câncer de boca/ garganta e pulmão do que uma pessoa comum.
O Dr Sérgio Ricardo Santos e o Dr Luiz Zaion do Instituto de pneumologia do Paraná são unânimes, mesmo sem tragar a fumaça o Narguile é perigoso, pois ele é absorvido pela pele da boca e garganta.
O risco também vale para o fumante passivo, eu presenciei uma sessão de Narguile e logo nos primeiros minutos a minha asma alérgica atacou, aliás, foi por esse motivo que resolvi pesquisar sobre o assunto. A OMS também alerta que existem estudos comprovando que o fumante passivo do Narguile também sofre riscos.
O governo brasileiro junto com o Juizado de Menores já fizeram um alerta e pretendem agir contra o comércio do Narguile com a mesma força que é feito contra o de cigarros, pois o número de adolecentes usando o Narguile tem crescido assustadoramente.
Para piorar em uma pequena porcentagem dos usuários tentam novos tipos de ervas, algumas ainda mais nocivas, e quando queimadas, tóxicas. Sem contar quem utiliza o Narguile para ingerir drogas ilegais como a maconha. Nestes casos os riscos são maiores do que a droga sendo consumida no seu estado normal.
O Jornal Estadual do Paraná lembra que a venda e fornecimento de tabaco para menores é crime e que pode levar até 2 anos de detenção.
Quem agradece é claro é a indústria do tabaco, tão enxotada com os males do cigarro chegou de carneirinho branco para começar a gerar uma nova geração de viciados.
Fontes:
Estadão 07 de abril de 2007
Destaque SP
Agestado
Jornal Estadual (PR) Abril de 2007
Jornal da Fronteira Dezembro de 2008
Aproveitei esses dias entre Natal e Ano novo em Campinas e Curitiba para terminar de ler O Tigre Branco. O livro, do escritor indiano Aravind Adiga, foi vencedor do Man Booker Prize 2008 e chegou aqui em casa graças a uma promoção feita no grupo de discussão das luluzinhas (as meninas que foram ao LuluzinhaCamp).
A Ediouro enviou alguns livros pra gente ler e resenhar em nossos blogs. Escolhi este, da Editora Nova Fronteira, e outro da editora Desiderata, Aconteceu na Manchete, que logo ganha resenha aqui também.
Enfim, vamos ao livro. A história é contada por um jovem indiano, Balram Halwai, filho de um condutor de riquixá, que passa por cima do sistema de castas e sobe na vida, ainda que de um jeito meio torto: matando o seu patrão.
É quase como na música do Chico Buarque, O Meu Guri. Uma das diferenças é que lá, quem se orgulha desse caminho tortuoso para o “sucesso”, não é a mãe, mas só o próprio “guri”. A diferença maior é o significado dessa trama dentro da cultura contemporânea daquele país, uma Índia que se moderniza em cima de bases sociais tão tradicionais.
Quando Balram, o “tigre branco” (ele conta no livro o motivo do apelido), conta sua história em cartas destinadas ao primeiro-ministro chinês, que está prestes a visitar a Índia, não narra só sua ascenção na sociedade indiana, mas destrincha todo o complexo funcionamento daquela sociedade. Assim, O Tigre Branco é um livro escrito para os estrangeiros compreenderem a Gaiola dos Galos, como ele chama a sociedade indiana.
Como tempero, fica o tom irônico das cartas, em uma linguagem que o escritor deu ao personagem graças às suas andanças pelo país, segundou contou em entrevistas. Vale ler a que saiu no Estadão.
Quer também uma “palhinha”? Leia por conta e risco. ^^
“A coisa mais importante que se inventou neste país, nos seus dez mil anos de história, foi a Gaiola dos Galos. Vá à Velha Déli, atrás da mesquita de Jama Masjid, para ver como as aves são exibidas no mercado. São centenas de galinhas pálidas e galos de cores brilhantes, todos enfurnados em gaiolas de teia de arame, apertados ali dentro como vermes numa barriga, bicando uns aos outros, cagando uns nos outros, brigando só para arranjar um espaço para respirar. A gaiola tem um fedor impressionante, um fedor de carne emplumada e apavorada. Num balcão de madeira, por cima dessa gaiola, fica um jovem açougueiro sorridente, exibindo a carne e os órgãos de uma galinha recém-abatida, tudo ainda reluzente sob uma camada de sangue escuro. Os galos que estão na gaiola sentem o cheiro de sangue que vem do alto. Vêem os órgãos dos irmãos ao seu redor. Sabem que serão os próximos. Mesmo assim, não se rebelam. Não tentam escapar da gaiola. É exatamente a mesma coisa que se faz com os seres humanos neste país.
Todo dia, pelas ruas de Déli, um motorista vai dirigindo um carro vazio, com uma maleta preta instalada no banco de trás. Dentro dessa maleta, há um ou dois milhões de rupias; mais do que ele vai ver durante a vida toda. (…) Mesmo assim, ele leva a maleta preta para onde o patrão mandou. Deixa ela onde deve deixar, e jamais pega uma rupia. Por quê?
Porque os indianos são o povo mais honesto do mundo, como informa o panfleto que nosso primeiro-ministro vai lhe dar? Não. É porque noventa e nove vírgula nove por cento de nós estamos presos na Gaiola dos Galos, exatamente como aqueles pobres coitados lá no mercado.
(…) A confiabilidade dos empregados é a base de toda a economia da Índia. A Grande Gaiola dos Galos indiana. Vocês têm alguma coisa parecida aí na China? Duvido muito, Mr. Jiabao. Porque, se tivessem, não precisariam do Partido Comunista para sair atirando nas pessoas e de uma polícia secreta para invadir as casas durante a noite e levar todo mundo preso, como ouvi dizer que vocês fazem.”
A explicação sobre o motivo dessa gaiola funcionar, sugiro ler no livro.