As desventuras de um casal nérdico
Livros e mais livros!
13 dezembro 2009, por Edson, às 13:07
by Dawn Endico

by Dawn Endico

Eu pensei em fazer uma abertura falando sobre meu gosto de leitura de livros de romance mas percebi que faltaria algumas coisas. Acho interessante então começar do início, muito antes de eu entrar no Jardim de Infância talvez. Quando meus pais ainda liam livros e HQs para mim, em especial Turma da Mônica que eu adorava. Pela falta de tempo dos meus pais, obviamente derivado do trabalho deles, eu desejava muito aprender a ler para preencher as lacunas de quando eles não tinham tempo de me contar histórias.

Tanto que quando entrei no Jardim eu não demorei a perceber que não aprenderia ler ali e a frustração foi tão grande que entrei em depressão. Meus pais só me levaram novamente para a escola no 1º ano. Sim, por um cambalaxo eu pulei o jardim e pré-escola.

Ainda na infância, acredito que com 10 anos, eu troquei revistas de HQ por livros. Na época, eu devorava a Série Vagalume onde lia um livro a cada 3 ou 4 dias.

A lista de livros que li é tão grande e numerosa que outro dia ao deparar com uma lista antiga eu até duvidei de alguns títulos e precisei de um grande esforço mental para lembrar de que de fato tinha lido pelo menos parte de alguns dos livros.

A minha sobrinha, Fabi, puxou isto de mim. Ela devora livros como se fossem biscoitos.

Foi por conta disto que acabei lendo o Senhor dos Anéis em 1995 (sim, sou fã tolkiano pré-filme).

Porém meu cotidiano mudou quando entrei na faculdade. Devido ao trabalho, somado à faculdade e a enorme quantidade de livros técnicos que eu precisava ler, a leitura de romances caiu para zero. Sim, parei totalmente. E quando terminei a faculdade, há 2 anos atrás eu não tinha mais o hábito de leitura, e ler era um tédio (e como diria Oscar Wilde, alguns me corrigirão dizendo que foi Tomás de Aquino mas ele não usou estas exatas palavras ^^, “o tédio é o pior dos pecados”).
Mas com esforço consegui voltar ao prazer que tinha aos 20 anos, e agora voltei a ler livros seguidos, não tão rápido como naquela época, mas com o mesmo gosto.

Logo, vou falar dos seguintes livros que li neste tempo e a medida que irei postar, voltarei à este post e atualizarei colocando os devidos links:

  1. A Viagem (Terry Brooks)
  2. A Bússula de Ouro (Philip Pullman)
  3. A Ilha do Tesouro (Robert Louis Stevenson)
  4. As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley )
  5. A Guerra dos Mundos (Herbert George Wells )
  6. Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)
  7. Máquina do Tempo (Herbert George Wells )
  8. Cartas de Tolkien (J.R.R. Tolkien , editado por Christopher Tolkien)

Falta de Tempo!
12 dezembro 2009, por Edson, às 12:50

by mao_lini

by mao_lini

Bom, vocês devem ter notado minha ausência…

Enfim, resumindo eu estava trabalhando na nova versão do Taulukko, até que passei num concurso da USP para trabalhar como Analista de Sistemas. Fora isto, eu tava fazendo um freela que entregarei dia 15.

Então imagina como eu estava sem tempo nem para respirar.

E para quem se interessar, estou adorando trabalhar na Cidade Universitária, de mais! Muito feliz e espero não sair de lá tão cedo ^^

Agora, a partir da semana que vem, creio que estarei de volta com maior frequência mas até lá tentarei soltar outro post.


16 Direitos garantidos às mulheres vitimadas
10 dezembro 2009, por Maíra, às 15:00

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherConheça e divulgue os direitos das mulheres vítimas da violência, em uma lista compartilhada pela Let.

  1. É um direito seu ser tratada com dignidade nos serviços responsáveis pelo seu atendimento.
  2. Direito de pedir o afastamento do agressor de casa quando houver grave ameaça a sua saúde, integridade física ou mental ou a de seus filhos.
  3. Caso seja obrigada a sair de casa às pressas para resguardar sua integridade, saiba que é um direito seu retirar seus bens pessoais (roupas, objetos de higiene etc) bem como, os de seus filhos/as. O delegado(a) deve designar um policial para que a acompanhe nesta situação.
  4. Direito a ser colocada em lugar seguro (casas abrigo ou outros serviços similares) em casos de grave ameaça contra sua vida ou de seus filhos.
  5. Caso seja obrigada a sair de casa para resguardar sua integridade, você tem o direito de solicitar que o juiz determine o afastamento do agressor do lar para que você possa voltar a viver em sua casa.
  6. Em caso de separação, direito a pensão alimentícia para seus filhos e para si caso não possua meios de prover seu próprio sustento.
  7. Direito aos bens adquiridos em conjunto no casamento de acordo com o regime de bens adotado.
  8. Direito a guarda de seus filhos caso demonstre estar apta para educa-los.
  9. Direito de atendimento médico e psicológico especializado em casos de violência sexual.
  10. Direito a realização de aborto legal na rede pública de saúde em caso de gravidez decorrente de estupro.
  11. É um direito seu estar acompanhada de um/a advogado/a nos processos judiciais decorrentes da agressão/ameaça sofrida. Caso não possa pagar por um/a peça para que o/a juiz/a nomeie um/a para assisti-la na audiência.
  12. Você tem o direito de ser informada dos atos processuais relativos ao agressor, especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, sem prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor público.
  13. Direito de ter restituídos os bens indevidamente subtraídos pelo agressor.
  14. Direito de suspender todas as procurações conferidas por você ao agressor.
  15. Direito que o agressor se mantenha afastado de você, de sua família e de sua casa.
  16. Direito que o agressor tenha restringido ou suspenso seu porte de armas.

16 maneiras de assumir a luta pelo fim da violência contra as mulheres
8 dezembro 2009, por Maíra, às 15:00

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherSendo ou não uma vítima direta da violência, acredito que todos nós temos o dever de aderir à essa causa, porque uma sociedade menos violenta beneficia a todos. Confira mais uma lista da Let, com 16 maneiras de assumir essa luta:

No dia-a-dia

  1. Denunciando os casos de violência contra as mulheres que tenha conhecimento.
  2. Testemunhando em processos judiciais sobre a violência que presenciou.
  3. Dando apoio, proteção, carinho e compreensão para a mulher vitimada.
  4. Respeitando as escolhas das mulheres vitimadas, não julgando seus atos.
  5. Participando de eventos, seminários e manifestações sobre o tema.
  6. Não perpetuando estereótipos e preconceitos sobre a violência contra as mulheres.
  7. Incluindo na sua assinatura eletrônica o slogan da Campanha: Uma vida sem violência é um direito das mulheres!

Na sua empresa

8.     Promovendo debates e reflexões sobre o tema;
9.     Desenvolvendo uma política não discriminatória às mulheres.
10.  Desenvolvendo uma política de apoio para as funcionárias vitimizadas.
11.  Organizando grupos de discussão para debater o conceito de gênero e os tipos de violência recorrentes no trabalho (assédio moral, sexual).
12.  Apurando e encaminhando para as autoridades competentes casos de assédio sexual e moral contra as mulheres.

Na sua cidade

13.  Fortalecendo grupos e organizações que trabalham com o tema.
14.  Divulgando a Campanha no seu bairro, grupo de amigos, trabalho.
15.  Apoiando iniciativas de criação de serviços e políticas públicas de atendimento às mulheres vitimizadas.
16.  Fiscalizando o funcionamento dos serviços locais de atendimento às mulheres vitimizadas.

Lembre-se sempre: Não existe mulher que gosta de apanhar, o que existe é mulher humilhada demais para denunciar, machucada demais para reagir, pobre demais para ir embora.


16 locais onde buscar apoio em casos de violência
5 dezembro 2009, por Maíra, às 15:00

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherSe já é difícil aceitar que se é uma vítima da violência, tudo fica ainda mais complicado quando não se encontra apoio. Quando o parente diz que você provocou. Quando o amigo age como se você merecesse. Quando a polícia se recusa a registrar sua denúncia. Quando duvidam da sua versão. Mas é importante entender que é direito da mulher viver sem violência. É preciso ter força e exigir a postura correta de quem deve estar disponível para ajudar.

O Governo Federal tem um sistema de busca pela rede de apoio e atendimento à mulher. A Let nos ajudou com uma lista de 16 lugares onde buscar esse apoio. Confere só:

  1. Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulheres (DEAMs) – Criadas na década de 80, seu papel é investigar e tipificar crimes praticados contra as mulheres.
  2. Delegacias comuns – Se não existe na cidade uma delegacia especializada, as delegacias comuns são responsáveis pela instauração de inquéritos em casos de violência.
  3. Unidades Móveis da Polícia Militar – Atendem a casos emergenciais e posteriormente encaminham as vítimas para as delegacias de polícia para que seja instaurado o Inquérito Policial.
  4. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, criado em 2005 pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), funciona 24 horas, recebe denúncias, presta orientação e realiza encaminhamentos às mulheres em situação de violência.
  5. Casa Abrigo – Em caso de violência ou grave ameaça, se a mulher não tem para onde ir, as Casas Abrigo oferecem moradia protegida e atendimento integral até que ela tenha condições necessárias para retomar o curso de sua vida.
  6. Defensoria Pública – A Lei Maria da Penha garante as mulheres vítimas de violência o direito de estarem acompanhadas de advogada(o) em audiência. A Defensoria Pública é um dos órgãos responsáveis por este atendimento.
  7. OAB – Na maioria dos estados brasileiros a Ordem dos Advogados do Brasil prestam serviço de assistência judiciária gratuita. Informe-se na sua cidade sobre o funcionamento deste serviço.
  8. Serviço de assistência judiciária gratuita das universidades – as faculdades de direito costumam realizar assistência judiciária gratuita por meio de escritórios modelos, informe-se em sua cidade.
  9. Serviços de saúde – os serviços de saúde são responsáveis pelo socorro imediato em especial nos casos de violência física e sexual. A Lei Maria da Penha admite como meio de prova laudos ou prontuários médicos fornecidos pelos serviços de saúde. Em casos de violência sexual, além do atendimento de emergência as vítimas, existem ainda na rede pública de saúde serviços de aborto legal para casos de gravidez em decorrência da violência sofrida.
  10. Centros de atendimento e SOS Mulher – criados no início da década de 80, os centros de atendimento realizam atendimento multidisciplinar (jurídico, social e psicológico) às mulheres vitimizadas.
  11. ONGs – Muitas ONGs realizam atendimento direto às mulheres vítimas de violência. Assim como os centros de atendimento focam seu atendimento nas áreas jurídica, social e psicológica.
  12. Conselhos e Coordenadorias – são locais de orientação responsáveis pelos encaminhamentos da Rede. Os Estados e os Municípios têm criado diversos Conselhos de Defesa dos Direitos da Mulher em todo o Brasil. Atualmente, são 97 conselhos da mulher espalhados pelo país, 19 estaduais e 78 municipais.
  13. Sindicatos – Em casos de assédio sexual e assédio moral procure o sindicato de sua categoria para denunciar a violência sofrida e
  14. Ministério Público do Trabalho – tem competência para atuar em casos de discriminação no trabalho.
  15. Ouvidorias e Corregedorias – são órgãos responsáveis pelo monitoramento e fiscalização dos serviços públicos de atendimento. As ouvidorias e corregedorias podem ser acionadas em casos de violência institucional, quando o servidor responsável pelo seu atendimento em lugar de atende-la com respeito e eficiência acaba por revitimizá-la.
  16. Amigas(os), vizinhas(os) e parentes – além de apoio e ajuda para enfrentar a situação é muito importante manter pessoas próximas, de confiança, informadas sobre a situação que está vivendo.

Street anime
4 dezembro 2009, por Maíra, às 16:21

samurai champlooDepois de Mushishi, acabei perdendo o pé da seqüência de animes que assistimos. Intercalamos episódios de House, Dexter e Heroes e acabei não contando que vimos Claymore – ótimo – e Full Metal Alchmist. Volto aos dois depois, porque em seguida assistimos a Samurai Champloo e esse não quero deixar passar.

O Edson lembra que já tinha tentado me fazer assistir a Samurai Champloo lá no começo, um pouco antes da gente ver Vision of Escaflowne, e eu não tinha gostado. Na época, eu quase não conhecia nada de anime e só me rendi depois a Escaflowne por conta da excelente trilha sonora.

Depois um monte de animes excelentes e com medo de ver alguma coisa ruim, acabei cedendo. Ainda bem que só cedi agora. Champloo é ótimo. Mas ele é melhor ainda depois de já ter assistido um monte de animes diferentes e, mais ainda, depois de ter visto Cowboy Bebop, também do gênio Shinichiro Watanabe.

(Bebop e Escaflowne têm ainda mais uma ligação, que é a presença da maravilhosa compositora Yoko Kanno na trilha sonora. Ela está também em Wolf´s Rain.)

É que só depois de estar acostumada à linguagem dos animes bons e alguns ruins, e só depois de ter experimentado um anime regado à jazz como Cowboy Bebop é que é possível curtir de verdade um anime regado a hip-hop como Champloo.

samurai_champlooPorque, para Watanabe, a trilha sonora não é apenas ilustração, ambientação. A trilha é a base de toda a narrativa. Em Bebop, não vemos apenas batalhas aéreas ao som de jazz (o que por si só já é surpreendente e único), mas personagens que vivem do improviso em um roteiro que segue o mesmo ritmo do bebop. Não entendo muito de música, mas uma característica que li desse estilo lembra bastante a estrutura da série:

“Os músicos tocavam o tema (”the head”) de uma peça, geralmente em uníssono, daí revezavam tocando solos baseados na progressão de acordes da peça, e finalmente tocavam a melodia novamente.”

Isso bate bastante tanto com a estrutura de cada episódio, que tem uma história independente, quanto da série como um todo: que tem uma história de fundo sustentando uma seqüência de solos e improvisos.

Imagino que assistir a Bebop e Champloo seja ainda mais interessante para quem entende muito de música.

jinEm Champloo, também experimentamos a surpresa do anacronismo quando ouvimos uma trilha de hip-hop sobre uma história que se passa no Japão da era Tokugawa. E esse anacronismo está também em todo o roteiro. Em um dos 26 episódios, por exemplo, um grupo de herdeiros de um dojo se sente desestimulado de seguir a vida samurai e encontra um outro meio de se expressar: o grafite. Sim, são samurais grafiteiros! Como uma boa cultura de rua deve ser.

A narrativa segue o ritmo do hip-hop. Nem sempre linear, intercalada com cortes em scratches e intervenções de um narrador, que atua como um MC, apresentando a história, contextualizando, dando opiniões e mandando mensagens. Aliás, vamos à história: Fuu é uma garçonete que cria coragem de ir atrás de um tal “samurai que cheira a girassóis” (sem spoiler sobre quem é ele, né?) quando dois samurais “fodões” aparecem em sua vida. Mugen e Jin são praticamente opostos: Jin é o clássico samurai. Mugen? Bem, veja mais abaixo. Ela convence ambos a irem com ela nessa jornada que atravessa o país. Essa é a história de fundo. A cada episódio, uma surpresa. Histórias de viagens são sempre boas, né? Kino-no-Tabi, Mushishi…

mugen e fuuAssim como Spike é o personagem que mais traduz o jazz em Bebop, em Champloo é Mugen quem incorpora o espírito hip-hop. Ele luta com os movimentos da dança de rua, se veste com a moda larga que ajuda nesses movimentos e leva a vida com a atitude subsersiva da cultura das ruas. Mugen é um pirata hip-hop (porque tudo que tem piratas é mais legal!).

Mas não é só isso. Champloo é também o anime que tem o melhor episódio de recap existente. Desafio a me mostrarem um melhor. “Recap” é como chamam aqueles episódios que aparecem lá pelo meio do anime apenas para recapitular a história até ali. Em Wolf’s Rain é insuportável. São vários episódios apenas repetindo as cenas que já vimos. Não acaba nunca mais. O inferno. Em Champloo, Mugen e Jin encontram um diário de Fuu e somos reapresentados à história a partir da visão dela, com os comentários de Mugen e Jin. É hilário. Além de ser divertido ver tudo sob outra perspectiva, ganhamos de brinde alguns detalhes novos, que não haviam aparecido antes.

Champloo também é um anime que traz temas bem ousados para seus episódios, como a homossexualidade, o uso de drogas e religião, com um tratamento sóbrio, sensível e sensato.

Por fim, algumas semelhanças com Bebop que não conseguimos deixar passar:

Os personagens vivem morrendo de fome! Watanabe deve ser um cara para lá de faminto. rs

Champloo também tem o seu “episódio monstro da geladeira”. Aquele episódio totalmente nonsense no meio da série, fora da narrativa e da lógica do mundo, sabe? Muito bom! Conte qual você acha que é o “epi monstro da geladeira” de Champloo nos comentários!

As duas séries têm ótimas aberturas, apesar de Bebop ainda manter o topo no ranking de melhores aberturas de anime ever.

E ambos, no final das contas, falam da mesma coisa: um grupo que não é lá muito unido, mas que descobre o companheirismo ao longo das aventuras por que passam juntos.

Vai assistir, né?


16 manifestações da violência
3 dezembro 2009, por Maíra, às 15:00

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulher

Em mais um dos “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”, compartilho mais uma lista da Let. Nesta, fica ainda mais claro o que falei em um post anterior da campanha, então vou me repetir.

Identificar a violência física é fácil. De um tapa a um espancamento, a agressão é nítida. O restante é mais complicado de se notar, mesmo quando se tem a informação. É difícil para qualquer pessoa aceitar que está saindo do grupo de “pessoas normais” e entrando para as terríveis estatísticas da violência. O mal está sempre no outro. É preciso se diferenciar bem desse grupo.

Em nossas discussões sobre o tema no último LuluzinhaCampSP, mais de uma lulu lembrou de histórias de violência muito próximas, entre mulheres bem formadas e bem informadas. Mas elas simplesmente não entendiam que estavam sofrendo uma violência.

É difícil aceitar que, na verdade, o mal está em todos nós, humanos. Aceitar, no entanto, não significa se submeter. Mas é importante entender e aceitar para admitir que algo errado está acontecendo e tomar uma atitude, não deixar que a situação de violência se prolongue ou piore.

Confira 16 manifestações da violência:

  1. Bate na sua cara, empurra, chuta, soca. Aperta seu braço com força quando quer que você preste atenção no que ele diz.
  2. Ele te chama de burra, feia, gorda, flácida etc. Te ridiculariza na frente se outras pessoas.
  3. Ele menospreza seu trabalho, relega tarefas a você que atrapalham a sua vida profissional, age como se você fosse uma desocupada.
  4. Ele monitora seus e-mails, invade seu computador para ver com quem você anda se comunicando.
  5. Ele monitora seus horários, telefona o tempo todo para seu trabalho para saber onde você está.
  6. Contrata detetives para te seguir.
  7. Te obriga a fazer sexo sem vontade ou te obriga a práticas sexuais que você não deseja.
  8. Sempre coloca em dúvida sua moral, constantemente te chama de vagabunda.
  9. Faz escândalos na porta de seu trabalho, te deixando constrangida.
  10. Aponta armas para você.
  11. Usa as crianças para te ameaçar, dizendo que some com elas caso você não faça o que ele quer.
  12. Ele é seu patrão e vive fazendo comentários impertinentes sobre seus atributos físicos. Te ameaça de demissão caso não aceite os convites dele.
  13. Destrói seus objetos pessoais: rasga roupas, fura o pneu de seu carro, quebra seu computador etc.
  14. Implica e é mal educado com seus parentes, amigos e amigas, cria uma situação de isolamento para você.
  15. Te proíbe de trabalhar, sair, ter amigos, de decidir sobre a sua vida.
  16. Você é lésbica e é discriminada por suas demonstrações públicas de afeto.

Reaja!
1 dezembro 2009, por Maíra, às 15:05

Luluzinhas pelo fim da violência contra a mulherHoje é o Dia Mundial de Combate à Aids (confira a programação nacional no link e saiba mais sobre o assunto aqui) e uma data chave da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres”.

Por aqui, seguimos com mais informações trazidas pela Letícia para as lulus.

O que fazer em caso de violência?

  • Quebre o silêncio! A primeira atitude a ser tomada em uma situação de violência é pedir ajuda para alguma pessoa próxima, em quem você confie. Pode ser um/a familiar, amigos/as, vizinhos/a etc.
  • Guarde em um local seguro, de preferência fora de sua casa, cópias de documentos importantes seus de seus filhos e dele. Deixe também reservado algum dinheiro para uma emergência desta natureza.
  • Procure saber os endereços das delegacias de polícia mais próximas de sua casa e, ainda, qual o regime de plantão de cada uma delas.
  • Caso não seja possível contatar alguém, vá até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou se não houver, até a Delegacia de Polícia mais próxima de sua casa e faça uma denúncia formal. Não deixe de relatar todos os detalhes da situação, especialmente eventuais ameaças que venha sofrendo.
  • Se da agressão sofrida restaram marcas (arranhões, hematomas, cortes etc.) siga até o Instituto Médico legal para a realização do exame de corpo de delito, ele é uma importante prova da violência que você sofreu.
  • Se você acredita que o agressor poderá praticar atos mais graves contra a sua integridade física, enfatize esse fato para o ao/a delegado/a de polícia. Nessa situação, se você não tiver um/a amigo/a ou parente que possa hospedá-la, peça para ser encaminhada a uma casa abrigo ou a outro local seguro.
  • Caso a situação a obrigue a sair de casa, saiba que você tem direito de retirar seus bens pessoais (roupas, objetos de higiene etc) bem como, os de seus filhos/as. Peça na delegacia para que um/a policial a acompanhe e opte por um horário em que o agressor não esteja em casa. Nunca faça isso sozinha.
  • Na delegacia, provavelmente você receberá uma intimação para que compareça posteriormente à presença do/a juiz/a. Não deixe de comparecer na data, local e horário marcados. Sua presença nesse momento é muito importante. É um direito seu estar acompanhada de um/a advogado/a nessa situação, caso não possa pagar por um/a peça para que o/a juiz/a nomeie um/a para assisti-la na audiência.
  • Se você sofreu violência sexual, é importante que busque ajuda o mais rápido que puder. Se possível, não tome banho e entregue à polícia as roupas que estava usando no momento da agressão.
  • Em algumas cidades existem serviços de saúde especializados para o atendimento de casos de violência sexual. Nesses locais, além das providências legais, serão adotadas todas as medidas para preservar a sua saúde física e psicológica. Caso não existam serviços dessa natureza em sua cidade, procure a Delegacia de Polícia para registrar a ocorrência e logo em seguida vá para o IML.

Lembre-se sempre: Você não pode ser obrigada a fazer o que não deseja. Qualquer ato sexual praticado contra a sua vontade pode configurar violência sexual, mesmo que o agressor seja seu marido ou companheiro!
E mais: se da violência sexual resultar uma gravidez é um DIREITO seu interromper essa gestação. Manifeste esse desejo para o/a Delegado/a de Polícia e peça informação sobre os serviços de aborto legal disponíveis em sua cidade.

  • Se após a agressão sofrida for sua decisão se separar do agressor é necessário contratar um/a advogado/a para dar entrada em um processo de separação judicial. Nesse processo serão decididas entre outras, a situação dos/as filhos/as, pensão alimentícia e partilha de bens.
  • A lei brasileira equipara a união estável ao casamento, ou seja, caso você não seja casada no papel com o agressor, mas viva com ele sob o mesmo teto, saiba que tem os mesmos direitos que teria se fosse casada. Assim, se sua decisão for por separar-se de seu companheiro, deve contratar um/a advogado/a para ingressar com uma ação de dissolução da união estável.

Saiba: existem no processo de separação algumas ações para a solução de questões urgentes como pensão alimentícia, seqüestro de bens e o afastamento do agressor do lar conjugal. Essas ações têm o nome de medidas cautelares. Ao se consultar com um/a advogado/a pergunte sobre essa possibilidade.