Blood Plus foi mais um dos ótimos animes que meu maninho nos apresentou. Viciamos. Serviu até de inspiração para o meu personagem de RPG mais longevo até o momento, a Saya (versão ilustrada).
Você pode fazer como nós, e começar pela série Blood +, de 2006, ou assistir primeiro ao movie, de 2000, Blood: The Last Vampire. O filme, de 48 minutos, tem um visual e uma trilha sonora que deixa tudo mais sombrio. Quanto à história, muita coisa fica por contar. O que te leva à série, de 50 episódios.
Na série, você acompanha a história de Saya, uma estudante que não se lembra do que aconteceu até um ano antes. Junto com ela, vamos descobrindo um passado riquíssimo em histórias e dramas. Nesse ponto, a história segue um modelo comum de “mocinho que é normal e vira um fodão”, que é uma fórmula que invariavelmente funciona.
Mas a série não é boa só por isso. O que cativa mesmo é o carisma da personagem principal, a Saya, e sua belíssima relação com Hagi. Não dou detalhes sob pena de estragar a história. Mas é algo realmente marcante. O personagem rendeu até mesmo um excelente cosplay no último evento de anime a que fui, acompanhando a nossa sobrinha, a Fabi. O cara caprichou muito! Os cachos no cabelo, a flor, a mão enfaixada e até mesmo a postura.
O anime também não nos poupa de cenas fortes e tristes – em Blood +, isso acontece, por exemplo, com a história da Saya com seus irmãos Kai e Riku. O que também é uma característica que apreciamos bastante nos animes. Fullmetal Alchemist tem um tanto disso. São desenhos para adultos, afinal. E, podemos estar enganados, mas nos parece que mesmo os que são feitos para crianças também têm essa característica. Até um Kogepan. Japoneses que nos corrijam, mas há um jeito bem diferente de lidar com as crianças em sua cultura, não?
Vale dizer aqui também que assisti esse anime sem conhecer muito sobre as regras do mundo vampirístico. Depois, soube que os RPGs de vampiro usam alguns conceitos que aparecem no anime. Para mim, tudo foi novidade. Os chevaliers, por exemplo, que são personagens bem interessantes.
Especialmente bom é o trecho que volta à infância de Saya e Hagi e também o final, que achei excelente.
Ah, não vimos o live action nem o jogo. São bons?
Foda mesmo, que eu sei, são os action figures!!
É, faz um tempão que vimos, mas não dá para deixar de contar aqui.
Claymore é uma série com 26 episódios (sabem que só assistimos séries com menos de 75 episódios, né? E esse limite só é alto assim por conta de Monster), que conta a história de Clare, que faz parte de uma ordem de guerreiras que usam a gigante espada que dá nome ao grupo e ao anime.
A série já começa mostrando bem o que significa ser uma dessas guerreiras. Quando Clare chega a uma cidade para combater um monstro – youmas, que só elas têm poder para combater -, a reação dos moradores é de medo e de raiva ao mesmo tempo. Parece que ficam divididos entre tolerar o monstro ou tolerar a sua presença ali – e se conformam com o menor dos males. Ainda assim, ela chega como que já acostumada a essa reação e ciente da importância de sua missão. Enfrenta tudo com coragem. Mantém a postura. Sabe de sua solidão.
Até que um menino vem para quebrar esse isolamento. É só aos poucos que a história e os motivos de Clare e das Claymore se revela, em uma seqüência que nos toma completo pela emoção. São episódios e cenas marcantes. Relações fortes, emoções à flor da pele, que se revelam por trás da frieza e placidez aparente da organização.
Claymore tem algumas qualidades que a gente especialment gosta nos animes. Uma delas é essa total falta de pressa em contar as motivações e origens do personagem. Isso acontece também em Kino no Tabi. Tudo é contado ao seu tempo, e o resultado é que a gente já está apegado ao personagem antes mesmo de entender suas motivações.
Em vários momentos, a personagem, e um pouco de sua relação com Raki, nos lembrou de outra personagem de anime, a Saya, de Blood Plus (como não tínhamos falado desse anime aqui ainda?), e seu “escudeiro”, Hagi.
Nós vimos poucos animes de ação e “combate”, porque não é um tema que nos agrada. Nos parecem todos iguais. Além de terem aquela mania chatíssima de ficar explicando os poderes e cenas, aquele combate didático, sabe? Claymore, porém, apesar de ter um pouco desse estilo, tem cenas muito superiores e acaba se destacando. No review no AnimeHaus, o autor diz que há muita semelhança com Bersek, que não vimos. Não sei se Bersek também tem esse envolvimento que nos prendeu a Claymore. Os personagens são fortes, sem virarem caricatos.
Para completar, Claymore tem uma trilha sonora foda, segundo memória do marido-nerd. E toda a qualidade de mais um excelente anime da MadHouse, dirigido por Hiroyuki Tanaka.
Esse veio por algum link no GReader. Tava lá para baixar, com a indicação de que tinha sido eleito o Melhor Filme de Animação no Japanese Academy Awards 2007. Pesquisei, li com cuidado uma ótima crítica no AnimeHaus (fugindo dos spoilers) e, dias depois… (bem vindo ao mundo 3G), conseguimos assistir a Toki wo Kakeru Shoujo – A Garota que Conquistou o Tempo.
O anime é mesmo muito bonito – “fofo”, como diz o marido-nerd. O longa, de 98 minutos, conta a história de uma estudante, Konno Makoto, em um dia daqueles em que tudo dá errado. Em um momento crítico, sem querer, ela acaba voltando no tempo e tenta consertar as coisas. O tema é velho, ok. O anime é, afinal, baseado em um romance homônimo de Tsutsui Yasutaka, lançado em 1972.
Mas o roteiro é muito bem feitinho e ainda consegue surpreender. Assim como em Samurai Champloo, os personagens principais formam um trio, com uma menina e dois garotos, que funciona muito bem. O tema, mais uma vez, é a relação entre os amigos, mais ainda que as brincadeiras de Konno com o tempo. São amigos, descobrindo ainda como lidar com os problemas do mundo adulto que se aproxima.
Como já esperado de um anime da Madhouse (Death Note, Trigun, Metropolis, Claymore …), a qualidade técnica é excelente. Tudo é suave – o tom do roteiro, as emoções, o traço, a trilha. Mais detalhes sobre os responsáveis por essa ótima combinação, no review do AnimeHaus.
Depois de Mushishi, acabei perdendo o pé da seqüência de animes que assistimos. Intercalamos episódios de House, Dexter e Heroes e acabei não contando que vimos Claymore – ótimo – e Full Metal Alchmist. Volto aos dois depois, porque em seguida assistimos a Samurai Champloo e esse não quero deixar passar.
O Edson lembra que já tinha tentado me fazer assistir a Samurai Champloo lá no começo, um pouco antes da gente ver Vision of Escaflowne, e eu não tinha gostado. Na época, eu quase não conhecia nada de anime e só me rendi depois a Escaflowne por conta da excelente trilha sonora.
Depois um monte de animes excelentes e com medo de ver alguma coisa ruim, acabei cedendo. Ainda bem que só cedi agora. Champloo é ótimo. Mas ele é melhor ainda depois de já ter assistido um monte de animes diferentes e, mais ainda, depois de ter visto Cowboy Bebop, também do gênio Shinichiro Watanabe.
(Bebop e Escaflowne têm ainda mais uma ligação, que é a presença da maravilhosa compositora Yoko Kanno na trilha sonora. Ela está também em Wolf´s Rain.)
É que só depois de estar acostumada à linguagem dos animes bons e alguns ruins, e só depois de ter experimentado um anime regado à jazz como Cowboy Bebop é que é possível curtir de verdade um anime regado a hip-hop como Champloo.
Porque, para Watanabe, a trilha sonora não é apenas ilustração, ambientação. A trilha é a base de toda a narrativa. Em Bebop, não vemos apenas batalhas aéreas ao som de jazz (o que por si só já é surpreendente e único), mas personagens que vivem do improviso em um roteiro que segue o mesmo ritmo do bebop. Não entendo muito de música, mas uma característica que li desse estilo lembra bastante a estrutura da série:
“Os músicos tocavam o tema (”the head”) de uma peça, geralmente em uníssono, daí revezavam tocando solos baseados na progressão de acordes da peça, e finalmente tocavam a melodia novamente.”
Isso bate bastante tanto com a estrutura de cada episódio, que tem uma história independente, quanto da série como um todo: que tem uma história de fundo sustentando uma seqüência de solos e improvisos.
Imagino que assistir a Bebop e Champloo seja ainda mais interessante para quem entende muito de música.
Em Champloo, também experimentamos a surpresa do anacronismo quando ouvimos uma trilha de hip-hop sobre uma história que se passa no Japão da era Tokugawa. E esse anacronismo está também em todo o roteiro. Em um dos 26 episódios, por exemplo, um grupo de herdeiros de um dojo se sente desestimulado de seguir a vida samurai e encontra um outro meio de se expressar: o grafite. Sim, são samurais grafiteiros! Como uma boa cultura de rua deve ser.
A narrativa segue o ritmo do hip-hop. Nem sempre linear, intercalada com cortes em scratches e intervenções de um narrador, que atua como um MC, apresentando a história, contextualizando, dando opiniões e mandando mensagens. Aliás, vamos à história: Fuu é uma garçonete que cria coragem de ir atrás de um tal “samurai que cheira a girassóis” (sem spoiler sobre quem é ele, né?) quando dois samurais “fodões” aparecem em sua vida. Mugen e Jin são praticamente opostos: Jin é o clássico samurai. Mugen? Bem, veja mais abaixo. Ela convence ambos a irem com ela nessa jornada que atravessa o país. Essa é a história de fundo. A cada episódio, uma surpresa. Histórias de viagens são sempre boas, né? Kino-no-Tabi, Mushishi…
Assim como Spike é o personagem que mais traduz o jazz em Bebop, em Champloo é Mugen quem incorpora o espírito hip-hop. Ele luta com os movimentos da dança de rua, se veste com a moda larga que ajuda nesses movimentos e leva a vida com a atitude subsersiva da cultura das ruas. Mugen é um pirata hip-hop (porque tudo que tem piratas é mais legal!).
Mas não é só isso. Champloo é também o anime que tem o melhor episódio de recap existente. Desafio a me mostrarem um melhor. “Recap” é como chamam aqueles episódios que aparecem lá pelo meio do anime apenas para recapitular a história até ali. Em Wolf’s Rain é insuportável. São vários episódios apenas repetindo as cenas que já vimos. Não acaba nunca mais. O inferno. Em Champloo, Mugen e Jin encontram um diário de Fuu e somos reapresentados à história a partir da visão dela, com os comentários de Mugen e Jin. É hilário. Além de ser divertido ver tudo sob outra perspectiva, ganhamos de brinde alguns detalhes novos, que não haviam aparecido antes.
Champloo também é um anime que traz temas bem ousados para seus episódios, como a homossexualidade, o uso de drogas e religião, com um tratamento sóbrio, sensível e sensato.
Por fim, algumas semelhanças com Bebop que não conseguimos deixar passar:
Os personagens vivem morrendo de fome! Watanabe deve ser um cara para lá de faminto. rs
Champloo também tem o seu “episódio monstro da geladeira”. Aquele episódio totalmente nonsense no meio da série, fora da narrativa e da lógica do mundo, sabe? Muito bom! Conte qual você acha que é o “epi monstro da geladeira” de Champloo nos comentários!
As duas séries têm ótimas aberturas, apesar de Bebop ainda manter o topo no ranking de melhores aberturas de anime ever.
E ambos, no final das contas, falam da mesma coisa: um grupo que não é lá muito unido, mas que descobre o companheirismo ao longo das aventuras por que passam juntos.
Vai assistir, né?
Na última terça-feira fomos assistir à peça O Caderno da Morte, no Centro Cultural São Paulo. Essa ida já estava virando uma novela. Quando a peça estava no Sesi Leopoldina, eu e Edson peregrinamos por toda a cidade à toa: saímos atrasados para a peça. No meio do caminho, lá pela V. Madalena, decidimos mudar o programa e ir ao cinema, no Itaim. Lá, decidimos que nenhum filme ali valia nosso $ e acabamos na locadora, na V. Mariana. rs
Desta vez, não teve erro. Chegamos na hora e com tempo.
A peça é baseada no manga Death Note. Nós só tínhamos assitido à sua ótima versão em anime. A idéia é muito boa – o que aconteceria se um caderno de um shinigami caísse nas mãos do estudante mais inteligente de todo o Japão? – , a trilha é bacana, a história prende a atenção pelo suspense e pela boa amarração do roteiro.
Era um desafio e tanto levar tudo isso para o teatro, no tempo curto de uma peça. E a trupe mandou bem. O shinigami da imagem aí em cima ficou fantástico. A postura, o humor, o jeitão, tudo. Do Light Yagami, senti falta da rapidez de raciocínio e a segurança que marca o personagem do anime. Mas acho que o personagem funcionou muito bem na peça do jeito que está. Tentar ser muito fiel talvez estragasse. O shinigami da Misa Misa está muito engraçado! O L está bem como no anime, guloso igual. A complicada e ambígua relação dele com Light está super bem traduzida. As mudanças na história foram muito boas e bem resolvidas.
A peça é boa e barata, e o Centro Cultural também sempre tem uma boa programação. Vale a pena emendar um programa no outro. Uma leitura na Gibiteca (fechada apenas temporariamente) emendada com uma peça baseada em anime… quer programa mais nerd? ^^
No final, um dos atores estava fazendo aniversário e eles ficaram para bater um papo com a platéia. Fomos perguntar se a peça vai para Campinas (não vai, por falta de um espaço. Alô, Sesc?) e ficamos sabendo do blog, por onde dá para acompanhar os bastidores e caminhos do grupo.
Lá, dá para ver a participação deles no Scrap MTV e ter uma palhinha de como é o Shinigami na peça:
“Ir para o lado dos Mushis não é como morrer normalmente. Um Mushi é alguma coisa entre a vida e a morte. É alguma coisa humana e matéria ao mesmo tempo. É como algo que vive enquanto você morre. Isso não é mais cruel do que experimentar a morte por um instante? Lentamente, a alma humana se dispersa quando segue para um lugar desses.”

Quando terminamos o último episódio de Mushishi, bateu aquela saudade… Isso porque, quando estava chegando no final, começamos a “economizar”. Víamos um por semana, para não acabar.
O anime, baseado no mangá de Yuki Urushibara, é simplesmente lindo.
São 26 episódios que acompanham o caçador/estudioso de mushis, Ginko, em suas andanças por pequenos vilarejos no Japão. Cada episódio conta uma de suas histórias, cada um com uma mensagem única.
Ginko não é só um caçador de mushis (mushishi), mas alguém que vê esses seres como mais uma forma de vida e tenta sempre conciliar da melhor maneira possível a preservação de todas elas – humanas e da natureza. A sua história mesmo só é contada lá pelo final do anime. Nem sempre há respostas certas. Nem tudo precisa de explicação.
A beleza está em toda parte. Desde as belíssimas paisagens, mostradas sem pressa em cenas que parecem pinturas, até à sensibilidade com que são narradas ações e emoções humanas.
A trilha sonora é fantástica (são dois cds, tem para baixar por aí) e traduz perfeitamente o tom do desenho, embalando a fantasia, em um ritmo que respeita o tempo que cada história pede para ser contada.
Vale a pena colaborar com esse tempo e assistir apenas a um episódio por vez. Não é preciso pressa para assimilar as histórias.
A indicação veio do meu maninho, que só me passa animes bons. ^^ Li por aí que tem um live action deste anime, que teve até premiere no Festival de Veneza de 2006. Se alguém viu, nos conte se vale a pena.
Update (6 de abril): assistimos ao live action no final de semana e atestamos que vale mesmo a pena. As paisagens estão lindas, está lá a linda história do cara que quer capturar o arco-íris, tudo com efeitos muito bem feitos. Os cenários e personagens são iguaizinhos! Massa demais de ver! Só sentimos falta da trilha sonora original. A do filme é linda, mas a do anime é até covardia, né?
Mushi no Theme, do primeiro vol. da trilha sonora:
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Música de abertura:
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A
ssistimos também, esta semana, a outro anime, Serial Experiments Lain.
A série é curta, com 13 episódios, e é de 1998. Pense no impacto da presença da internet há dez anos e em todas as discussões que surgiram naquela época.
Os limites cada vez mais finos entre realidade e virtualidade, as definições de memória, as múltiplas personalidades que assumimos na vida e na internet, a conexão e o afastamento da humanidade através da rede etc. Junte ainda algumas teorias da conspiração a respeito de controle da mente através da internet ou mesmo de ondas eletromagnéticas da Terra.
Está tudo no anime, em uma história bem intrincada, cheia de efeitos e, em vários momentos, assustadora. As cenas são cheias de referências a teorias e informações altamente nérdicas que rendem vários níveis de interpretação. Vale a pena para quem não se importa com finais que não necessariamente explicam tudo… O Edson fica muito irritado com isso. rs. Eu não ligo e até gostei da série. Só que, depois de tantos anos de internet, depois de matrix, depois de aulas de semiótica na faculdade, e mais as aulas de pós-modernidade da minha mãe… tudo parece um repeteco, hoje, dez anos depois. Não que a questão esteja esgotada, mas deve ter perdido bastante do impacto da época em que foi lançada.
Quando alguém vê um pássaro voando nos céus, dizem que sente-se vontade de sair numa viagem…
Há alguns dias terminamos de assistir mais um anime muito bom, chamado Kino no Tabi. A série é curta, tem apenas 13 episódios e conta a história de Kino, uma viajante que anda pelo mundo com seu “motoroad” falante, o Hermes.
O mundo, nesse anime, tem uma série de “cidades-estado”, um bem distante e diferente do outro. Em um, por exemplo, as pessoas desenvolveram tanto a tecnologia, que não precisam mais trabalhar. Em outro, as pessoas viviam em busca do melhor jeito de parar de guerrear com o país vizinho, em outro…
Poderia ser uma seqüencia de liçõezinhas de moral bobas. Mas, não. Kino passa pelos lugares como uma viajante mesmo, com profundo respeito e neutralidade pelo modo de vida de cada um, impondo-se o limite de ficar apenas três dias em cada lugar. Às vezes, parece até frieza. Mas não é tão simples. E é bom viajar com ela.
Kino raramente interfere em um modo de viver local, e seu senso de justiça e bondade ou maldade é único. Aqui em casa, rendeu altas discussões sobre tendência de personagem em RPG rs. Mas também belas reflexões sobre a vida.
Falta agora assistir aos OVAs. Vamos ver se mantêm a qualidade.
De voz mansa, extrema educação, inteligente e com carisma 20, Johan é um dos melhores vilões da ficção. Suas palavras carregam sempre muitas intenções e poucos resistem ao seu poder de influência e manipulação. Do outro lado, doctor Kenzo Tenma, um jovem neurocirurgião japonês vivendo na Alemanha ainda dividida pelo muro, atormentado e cheio de defeitos, é um dos melhores heróis que já vi.
Mas Monster não é apenas o embate entre os dois. A história de Naoki Urasawa é na verdade uma longa discussão sobre o bem e o mal que habita o ser humano, em todas as suas dimensões. As histórias paralelas, que podem parecer desimportantes para a narrativa, vão tecendo surpresas e questionamentos nos conceitos que cada um traz sobre o assunto. E a discussão que corre pelas histórias vai muito além das questões de sempre – “pode uma pessoa boa praticar o mal? Pode um assassino frio ter bons sentimentos?” – e questionam mesmo a essência de nossas ações e motivações. Profundo e perturbador.
Para quem acha que anime é só pancadaria e lutas absurdas, Monster vai surpreender. A história é um suspense da melhor qualidade e, apesar de um ou outro toque fantástico, bem realista. O roteiro não tem furos. (Invadimos madrugadas adentro vendo epi atrás de epi!) Quando terminamos de assistir, foi para o topo de nossa lista de preferência. Como o Edson diz, tá lá Monster em primeiro lugar, depois Cowboy Bebop láaaa em décimo.. rss. Tá difícil achar outro à altura. Claro que ele tem defeitos. Às vezes soa surreal que todos os personagens sigam para a mesma cidade meio que ao mesmo tempo, por exemplo… mas isso é perdoável e até explicado em parte pela história mesmo.
Acompanhamos a história pelo anime, mas quem prefere ler o mangá, a Conrad está lançando aos poucos. Começamos na verdade com os três primeiros mangás deles, que meu irmão nos arrumou em umas férias. Mas esperar a editora lançar o restante, em uma história de suspense, foi difícil demais! rss. Nos rendemos ao anime, e não nos arrependemos. A história é toda fidelíssima ao mangá, com a vantagem de ter uma ótima trilha sonora.
Abaixo, o comecinho da saga, com legenda em inglês. Para ver todos os 74 episódios com legenda em português e boa qualidade, recomendo pegar do Hinata. Parece que só tem os 20 primeiros, mas eles devem estar subindo o restante de volta. Se você viciar mesmo, temos aqui em casa os epis. É só pedir ^^.
Goiaba como disse em outros tópicos é um ser estranho. Tipo, ele é esquisito. Mas esquisito legal, sabe?
Pessoas como o Goiaba são pessoas raras, infelizmente, pois o mundo seria melhor se tivesse mais goiabas espalhadas por ai.
Bom, mas o que eu queria falar é sobre o carro do Goiaba, não, não é um simples carro. O Goiabamóvel também conhecido como A Chaleira é um Gol muito parecido com um Hashi-Roku, para quem não conhece a série Initial-D recomendo, a Chaleira faz meu caro amigo gastar toda grana que recebe pois deve consumir alguns litros por Km.
Mais incrível ainda é o chaveiro dele em formato de vagina usada, isso mesmo. Se aperta sai uma espuminha branca de dentro. Fico imaginando ele perder o chaveiro num shoping-center, gostaria de saber se ele teria coragem de descrever o chaveiro na sessão de achados-e-perdidos, se bem que o Goiaba pelo que conheço não perderia a chance de dar os mínimos detalhes.
Mas de fato o Goiaba não podia ter um chaveiro diferente, se eu vejo o chaveiro logo identifico a única pessoa que teria coragem de usar tal chaveiro. Juro que procurei uma foto do tão “esquisito” chaveiro mas tudo que encontrei de mais semelhante foi a fotinho do lado, mas ja da para ter uma idéia, fiquei tão pasmo quando vi o chaveiro que a única coisa que consegui dizer foi … “que absurdo” ^^