É, e olha que muita gente (inclusive eu) achei que o governo não iria até o fim com os processos para multarem as empresas de call center que não atendem corretamente o consumidor.
Agora vejam que estranho, a Telecômica teve uma multa de 167K enquanto a Claro e Vivo tiveram cada uma, uma multa de 3kk. E depois dizem que não tem mutreta, com o atendimento lixo da Telecômica (que até ontem continua desrespeitando em vários pontos a questão da lei do Call Center) continua a receber o afago do governo. Outro ponto importante a lembrar que eu até hoje não consegui fazer uma queixa, simplesmente porque o navegador que mais cresce em adeptos nos últimos tempos (25% do mercado geral e 90% do mundo nerd) Firefox não funciona no site do governo, testei também com outros navegadores populares e somente o IE funcionou o que novamente remete ao afago do governo à grande empresas, afinal 40% de softwares livres não pode ser ignorado frente a 60% do IE.
De qualquer forma pena que mesmo 3 milhões para estas empresas não seja nada, pois não chegam a 10% do seu faturamento anual. Se uma pessoa é multada por algo gravíssimo que afetou milhões de pessoas, geralmente esta pessoa passará a vida inteira pagando a multa. Mas ao menos já fará elas (as empresas) repensarem na qualidade de atendimento com o objetivo de pelo menos economizar essa grana.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u602600.shtml
A ANATEL deveria ser órgão do governo responsável por fiscalizar as empresas de telecomunicação que foram privatizadas nos governos do FHC e FFHC. Mas alguma coisa mudou no governo do FFHC pois até então ela funcionava. Bastava uma queixa na Anatel para rapidamente a empresa de telefonia denunciada te ligar e resolver seu problema.

Agora o sistema de ligação local ficou com problemas durante um dia inteiro fazendo serviços de emergência como Polícia, Corpo de Bombeiros pararem! E a ANATEL apenas disse “que vê o caso com extrema preocupação este caso”. Preocupação? Não deveria a Anatel estar MULTANDO? Ou melhor até, estar abrindo novamente concessão para empresas que realmente queiram fazer direito em vez de deixar na mão da Telefônica?
Faz menos de um mês que o Speedy ficou fora do ar para milhares de pessoas, causando prejuízo ao governo, empresas e pessoas físicas. Praticamente parando muitos setores do Estado. Somente isto já era motivo de remover a Telefônica e colocar outra empresa melhor preparada. Enquanto a ANATEL abre as pernas, as empresas de telefonia percebem isto e deixam de investir em melhoria do sistema para o usuário, pois elas sabem que são intocáveis.
Quanto de dinheiro está rolando para a ANATEL fazer vista grossa? Deve ser muito para valer o prejuízo e mal atendimento de tantas e tantas pessoas. Campeã de reclamação no PROCOM, a Telefônica sabe que a ANATEL é sua comparsa e por conta disso não tem interesse em melhorar o sistema, se não piorar.
Quantas pessoas que têm ADSL e são obrigadas a conviver com o mínimo de 10% da banda, quando isto deveria ser exceção, e a ANATEL não fiscaliza?
Quantas pessoas são obrigadas a instalar uma linha comum apenas para saber se a Telefônica (provavelmente ocorre com outras operadoras) tem ADSL no local, simplesmente porque a Telefônica não sabe em tempo real os pontos a que chegam o seu sinal ADSL?
Quantas pessoas são obrigadas a usar um plano que não querem pois a Telefônica em seu atendimento, aliás que não segue as novas normas, não deixam mudar o plano?
Quantos não foram levados a comprar produtos oferecidos em propagandas enganosas pelas empresas de telefonia, com seus milhares de avisos e banners com letras minúsculas escondidas?
E mais! Quantas pessoas não têm acesso à internet pois a Anatel não foi capaz de criar metas para as empresas de telefonia para levar banda larga para todos?
As operadoras são ruins, mas a ANATEL é uma vergonha! Pior é uma vergonha e somos nós que pagamos o salário daqueles fiscais corruptos e incompetentes. Muitos dizem que a privatização melhorou mas fecham os olhos que a modernização na comunicação não foi um feito da privatização e sim do mundo inteiro. FHC fez bem em privatizar já que seu governo (e governos anteriores a ele) eram incompetentes em se atualizar tecnologicamente. Mas fez um servicinho de merda, pois se você privatiza é de se esperar que se possa fiscalizar, remover a empresa de lá caso ela não cumpra metas anuais caso contrário é uma privatização burra e ingênua.
Quando a ANATEL vai mostrar para que serve e destituir a concessão das empresas que não fazem o serviço com a devida qualidade?
UPDATE:
Folha Online : Associação Pró Teste acha atuação da ANATEL débil
Convergência Digital: MPF: Anatel está fora do controle
Eu recebo pelo menos uma vez por semana uma propaganda da NET Virtua, adoraria colocar aqui mas sempre que procurei eles não tinham em meu endereço, mesmo recebendo em minha caixa de correio uma propaganda semanal.
Enfim, topei com o site NET e resolvi testar o serviço de atendimento online deles.
Me loguei no site e dei meu nome, em 60s fui atendendido. Eles sempre são rápidos para vender.
A imagem da atendente no site é ótima, até parece que modelos atenderiam mesmo o telefone. Mas para vender, quem sabe? O nome da atendente que foi sorteada para me atender foi Daniele.

Perguntei: Tem net banda larga no cep 04248-040 ? Se sim quais os planos?
Ela me respondeu com um “Boa Tarde”
- Boa – digo eu
- Edson -diz ela
- Sim, esse é meu nome -concordo, filosofando se eu poderia ser outra pessoa mas cheguei a conclusão que eu sou eu mesmo.
- Me passe seu endereço para eu verificar a possi técnica -diz ela, não questionei se com o cep meu ela não poderia chegar no meu endereço, pois provavelmente eles não tem essa teconologia de conseguir puxar o endereço via cep.
Dou o endereço completo e ela diz:
- Um ionstante que irei verifcar a possi tecnica -fico pensando que vai demorar pouco, afinal ion é um átomo, algo muito pequeno. Erro meu leva 7 minutos.
- Bairro é Sacomã ? – pergunta ela
- Costumava ser -respondo eu, novamente filosofando com a possibilidade de terem mudado o nome do bairro sem me consultar.
- Só tenho a possibilidade do serviço da Tv a cabo -diz ela. Eu penso “não diga, e porque gastam propaganda me enviando folders e mais folders”. Mas prefiro me segurar e apenas pergunto:
- ok, não vejo televisão, vejo só youtube. Tem alguma previsão para instalarem aqui nessa rua? – aguardo ela responder, embora já começo a temer pela resposta.
- youtube, infelizmente não tenho previsão. -eu pedi. Depois dessa desisto, eles não tem qualidade técnica suficiente para vender internet.
Um anúncio publicitário, não oficial , dos lactcíneos Itambé foi dissiminado na internet após a agência Publicidade Salles Chemistri exibir em um festival, segue o link:
http://www.semrotulo.com/2007/06/beleza-feminina-fit-light.html
Descobri isso após ver um anúncio da Itambé dizendo que ficou indignada e com link para a sua home:
http://www.itambe.com.br/Cmi/Pagina.aspx?1656
Vergonhoso para a agência, enquanto a Dove está em campanha para remover o estereótipo de mulher anoréxica das modelos como padrão de beleza:
http://www.campanhapelarealbeleza.com.br/
A agência e Salles Chemistri, toma o caminho contrário. Ponto negativo para essa agência e tomara que levem um bom processo da empresa Itambé. E ao contrário do que está na campanha, os homems no passado viam mulheres gordinhas como sinônimo de saúde e em mulheres magras, doença. E visitem o site da dove, vale mesmo a pena e entender porque a valorização das pessoas (independente do peso e idade) é tão importante!
Bom, saiu o 4a Edição e desde os primeiros comentários sobre a 4a Edição que eu já tava com um certo asco pelo sistema. No ano passado, no Encontro Internacional de RPG eu assisti a palestra do criador do D&D 3a Edição, Monte Cook (M.C.), e na palestra ele deixou claro uma coisa. O espírito do D20 era ter percebido que os jogadores não queriam mais aprender novos sistemas para jogar, então teria que ser algo genérico e simples. E assim os jogadores poderiam pular de mundo em mundo, jogando por exemplo Guerra nas Estrelas sem precisar reaprender as regras. Bastaria o Mestre criar o ambiente em D20. Realmente ele parecia certo, o D20 fazia isso e muitas editoras seguiram essa tendência. Então porque a 4a? Parece que o próprio M.C não gostou, pois quando perguntaram sobre a 4a ele prontamente desconversou.
Bom, mas o 4a estava chegando e junto muitas coisas que não combinam com meu estilo de jogo. Foi uma decepção quando finalmente foi lançada. As regras simplesmente não se encaixam em nenhum cenário que eu mestro, e não satisfaz meu estilo. Me restava ou continuar com o 3.5 que agora seria descontinuado (sim, continuar com o descontinuado) ou migrar, dai comecei a estudar outros sistemas (e será assunto de outro post).
Mas se agora eu ja tenho +4 vs 4a Edição (inimigo natural) eu ganhei um bônus de +2 com uma novidade que um amigo viu e eu não havia observado. Dá para jogar sem algums dos jogadores, quem? Ah, sabe aquele carinha que falta sempre? Pois é, dá para jogar sem ele, e ELE EVOLUI! Sim, apesar dele não fazer porra nenhuma a não ser faltar toda sessão, ele evolui tanto quanto os demais jogadores. Nunca fui contra ninguem a faltar aventuras, afinal, quem não tem tempo para jogar não joga, fazer o quê. Mas dai ele evoluir tanto quanto os demais é triste. Mas é o que praticamente diz nas regras do 4a Edição, pois o equilibrio é tudo.
Alias, no 4a Edição tudo gira em torno disso. E a evolução, na realidade é uma pseudo-evolução pois você sobe 1 level e os inimigos sobem 1 level. E assim infinitamente, mas enfim, também não é assunto desse post.
O que queria mesmo dizer, é que dá até para jogar sem o Mestre! Pronto, essa você não esperava =)
Seus problemas acabaram! Com a exclusiva, ultra e moderna regra do 4a Edição, pode-se até jogar sem mestre!!! Vejam no final do livro do Mestre (sim do Mestre) diz como jogar sem o Mestre, bizarro? Bizarro pouco é bobagem, o capítulo se chama “Playing without a DM” e ensina como fazer dungeons aleatórias, encontros aleatórios, claro, sem um pingo de história porque se os jogadores criarem uma, será sem mistério algum.
Ou seja, tem como jogar sem jogadores ou sem o Mestre! Ou seja, dá para não jogar!
Pensei então, com minha mente de analista de sistemas, daria para fazer um programa que gera automaticamente masmorras, e encontros. Fichas, e joga sozinho, com ele mesmo, não é o máximo? Ai a gente, preguiçosos que somos, ficamos apenas a olhar, o bélissimo Dungeons & Dragons. Afinal, sempre foi isso, masmorras e dragões. Os jogadores, jamais fizeram parte do sistema.
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- Ficar três dias baixando o Filme Robocop de graça via Rapidshare e descobrir que o audio está em russo não tem preço, para todas as outras use o Mastercard
É tem coisas que só o rapidshare faz para você.
Então, eu tava baixando o filme pois a Má só viu ele uma vez quando tinha ums 5 anos de idade. Também porque parece que o storyboard é do Frank Miller, e estamos vendo muitas coisas dele atualmente, então estava atrás desse clássico quando me deparei em um sistema de busca do rapidshare e encontrei o filme.
Pior do que estar em russo, é ver como eles dublam o filme lá. Totalmente não profissional. Um homem faz a fala de todos os homems, e uma mulher faz a fala de todas as mulheres. Sem emoção, sem atuar. Pior, eles não apagam o audio em inglês do filme então você ouve a voz original em inglês por baixo. E a qualidade do som russo é nitido que saiu de um estudio, não se mescla ao resto. Depois disso eu quase passei a gostar de filmes dublados em português.
Todo mundo já teve vontade de criar seu próprio comercial da mastercard, agora é sua chance. A mastercar destá promovendo um concurso onde você pode dar sugestões para comerciais, até que tem alguns interessantes no site.
O site tem algums bugs mas em geral funciona bem, infelizmente ele é daqueles sites em flash que começam com o som ligado, então tome cuidado se for ver ele no trabalho. O botão para desligar o som (ao menos tem um botão para isso) fica no canto superior direito no formato de um gráfico sonoro.
O sistema de classificação está em mais visitados e não por pontuação, o que é péssimo pois faz todos olharem os mesmos e obviamente eles disparam em visitas. Então por esse motivo vale a pena olhar os menos visitados TAMBÉM .
http://www.naotempreco.com.br/
Nossa fui muito maldoso no artigo anterior (parte I) enfiei o dedo na ferida e nem sequer dei uma solução. Enfim, mas o objetivo era isso mesmo e se gerou insatisfeitos, pessoas magoadas, pessoas raivosas, ou que de alguma maneira achou que algo não tá legal e podia melhorar atingi meu objetivo =)
Nesse sim, vou primeiro derrubar alguns (pre-)conceitos e depois irei mostrar o que alguns especialistas, criticos e sonhadores estão sugerindo como alternativas para resolver o problema. Também vou me referir muito sobre o “fator comodismo” que é o efeito causado pela grande quantidade de tempo que o autor de uma “idéia” pode lucrar com ela.
Recebi muitos emails, comentários e afins sobre o post anterior. Alguns em tom acusador, outros em toms de revolta com o atual sistema, outros com revolta com os impostos, outros em revolta com grandes indústrias mas ainda bem nenhum email indiferente. Reuni algumas das defesas e comentários abaixo e dou minha visão sobre o assunto:
Na realidade a maior parte das pesquisas são feitas por laboratórios que não tem remédios eficazes contra as doenças. Antes da lei de proteção a patente ter aumentado o poder havia muitos estudos e o valor dos remédios aumentou devido a proteção e não o contrário. Quando uma empresa descobre um remédio rentável ele prefere mudar o foco de suas pesquisas para novas doenças economicamente viável (como impotência por exemplo) do que gastar o lucro em novas pesquisas, isso acontece porque a descoberta feita ainda vai gerar lucro por décadas e décadas a fio. Para piorar diversos lugares apontam que 25%do valor ou menos é investido em pesquisas (e mal investido se for ver o tipo de medicamento procurado), sendo que muitas vezes são medicamentos ligados à cosméticos (sim beleza dá mais dinheiro que a cura do câncer). Geralmente as empresas preferem gastar mais em publicidade que em pesquisas para revender o que ja foi descoberto (fator comodismo novamente).
Outro fator horrível é que o governo de vários países muitas vezes fazem investimentos em pesquisas em parceria com indústrias farmacêuticas e estas por sua vez ditam as regras do que se deve pesquisar e na hora de falar sobre a pesquisa usa o valor total da pesquisa para propagandear seu nome. Primeiro que a industria direciona as pesquisas para o que é mais vantajoso para ela (e para ela é mais vantajoso um viagra que a cura do câncer).
Outro problema nesse caso é que as empresas farmaceuticas tem registrando plantas, animais como seus. Sim um dos mais fortes lobistas são das empresas farmaceuticas. Apesar de qualquer um achar estranho alguem registrar um cachorro é o que elas tem feito e pior, muitas das plantas registradas vieram da nossas matas e quando o remédio chega aqui, chega com 2, 3 dólares de royalts.
Hoje a Disney tem sim como fazer mas hoje não lhe interessa ela pode fazer filmes menos artísticos, mais baratos e mais interessantes comercialmente falando. Porém se um estúdio tão pequeno quanto a Disney no passado se desejar fazer algo parecido, no no . Não terá dinheiro suficiente para fazê-lo e a dificuldade de negociação seria um fator tremendamente desistimulante, se conseguisse obviamente seria uma obra prima não somente da arte mas do mundo dos negócios, porque dalhe advogados =). Da mesma maneira uma continuação ou versão do Senhor dos Anéis seria impossível, não como era feito com antigas lendas e histórias de shakspare, ou contos de fadas antigos. Mas isso vai mais longe pois essa proibição impede maravilhosas obras em todas as esferas (música, livros, cinema, desenhos, quadros etc).
Em resumo: Ninguém pode rearranjar algo, se ele foi rearranjado recentemente. Se ele foi rearanjado há 50 anos não pode, mas há 500 anos pode. Que lógica tem isso?
mentira… bethoven, mozart não são de épocas onde uma música gerava royalts.
Tolkien vendeu seus livros por obra e não por royalts. Muitos escritores faziam isso numa época onde não se tinha controle sobre direitos autorais de livros.
Será? Se fosse verdade não teriam países criando leis anti-patentes como aconteceu com remédios no Brasil, África e não existiriam leis e até partidos anti-patentes surgindo em alguns lugares do mundo, como aconteceu recentemente com a Suécia. Existe algo de errado e pode sim ser mudado.
Sim, porém se o mérito não é apenas dele (como disse na parte I uma “idéia” é uma junção de N outras idéias do passado e não é possível levantar todos os merecedores visto que muito se é criado no inconciente) ele não merece os louros para sempre e sempre e sempre. Não tem nada mais capitalista do que proteger o próprio dinheiro, e o que estou argumentando é formas de fazer todos pagarem menos por tudo. Ou seja, todos sairão ganhando o que lhe é devido ja que as idéias é um bem comum da sociedade e para quem não acredita em inconciente coletivo é só lembrar de alguns exemplos históricos de “idéias” que surgiram ao mesmo tempo em mais de um lugar.
De acordo com Consultoria IDC ( International Data Corporation) o problema de pirataria no software acontece no mundo todo:
• 71% no leste Europeu
• 63% na América Latina
• 56% na África/Oriente Médio
• 53% na Ásia/Pacífico
• 36% no oeste da Europa
• 23% para os EUA/Canadá
Será que estamos vivendo num mundo de criminosos?
Gosto de viajar mas não consigo imaginar um mundo onde a lei de patentes, direitos autorais e royalts sejam mega protegidos e que ainda tenhamos espaço para respirar. Num mundo utópico onde tudo é protegido, imagino que em 100 anos o próprio ato de criar seria cobrado, pois alguem teria a brilhante idéia de registrar que “pensar em criar” foi feito antes por ele. Parece ridiculo, mas se você levasse uma planta numa empresa de patentes há 100 anos e dissesse que queria patentear ela iriam rir da sua cara, hoje é possível.
Uma solução para acabar com o efeito comodismo é diminuir drásticamente a quantidade de tempo que uma idéia é protegida, depois desse tempo seria de domínio público e não somente do autor e família. Isso afetaria o mundo da seguinte forma:
Livros, Desenhos e Músicas seriam proibidos de repassar o direito-autoral. Fazendo com que gravadoras e editoras voltassem ao papel de produzir e distribuir e não de ditar as regras. Os autores seriam os que iriam ditar os contratos e seriam mais valorizados e poderiam lucrar por obra durante um curto período (algo como 20 anos) e depois seria de domínio público. Isso faria com que para continuar ganhando um artista produzisse mais, e as editoras teriam que mudar o foco para em vez de pressionar os criadores com contratos abusivos, teriam que mostrar melhores propostas de divulgação, distribuição e produção de cada trabalho. Todos (artistas, editoras e gravadoras) estariam unidos para ganhar mais pelo seu trabalho mas cada um no que lhe cabe por direito, o artista pela criação, a editora pela publicação, produção e distribuição e as gravadoras pela gravação, produção, distribuição e pelos estúdios.
Filmes teriam um período ainda menor, visto que a maior parte do lucro vem mesmo dos primeiros anos. O tempo se fosse curto (algo como 10 anos) não mudaria muito o lucro obtido por um filme, porém faria com que não somente grandes estúdios filmassem grandes histórias ja que o tempo de proteção ao direito dos livros acabaria. Grandes obras envolvendo histórias de livros e filmes antigos (mas agora não tão antigos) poderiam ser usados para produzir novos filmes. As empresas diminuiriam os gastos com produção embora fossem lucrar por menos tempo em cada filme.
Remédios com a patente reduzida também em 10 anos faria com que as empresas em vez de focarem em pesquisas mais fúteis iriam reinvestir o valor ganho do remédio em novos remédios ainda mais potentes. Os remédios assim que inventados teriam alto custo mas depois que a patente caisse em domínio público o remédio custaria pouco, porém a empresa que o criou teria nos últimos 10 anos desenvolvido versões aprimoradas do mesmo remédio e estaria apresentando para o público remédios mais eficazes para curar a Aids, Câncer etc do que Viagar ou algum remédio anti-envelhecimento. Provavelmente as empresas farmacêuticas teriam que investir menos em publicidade e mais em pesquisas e não o contrário como tantas pessoas levantam.
Softwares cairiam em domínio público também em 10 anos e no caso de empresas, depois de 15 anos seriam obrigadas a disponibilizar o código fonte do programa. Os softwares públicos seriam protegidos, isto é, não poderia ser criado artifícios para que o software “apagasse” ou “bugasse” depois de 10 anos. Isso faria que empresas pequenas pudessem lucrar com suas pesquisas e softwares desenvolvidos mas empresas grandes não parassem de investir em pesquisas para produzir softwares melhores. Resumindo, Windows 98 SE seria liberado a partir desse ano e muitos usuários no mundo poderiam ter acesso a um sistema operacional sem falhas, usuários que não causariam prejuizo a Microsoft (quem usa hoje win 98 SE de fato não compraria uma versão original do sistema). E a empresa seria obrigada a sempre melhorar seus sistemas para que a versão pública do seu software de 10 anos atrás não vire sua própria concorrente. Para vender Office 2008 é bom que ele seja realmente superior ao Office 98. E depois de mais 5 anos o código estudado em universidades pode ajudar a desenvolver softwares em outras áreas que jamais foram imaginadas pela Microsoft, o software depois de 15 anos além de gratuíto a licensa passaria a ser livre e como tal mesmo modificado seria livre. Barateando o software reduziria o custo (e prejuizo) de todas as outras empresas, e as empresas de software seriam beneficiadas com músicas, livros e filmes para criarem novos softwares sem a necessidade de ficar impossibilitado devido ao custo de royalts.
Outro grande problema é a distribuição. O filme que desejamos só é vendido em um box de 100 US quando queriamos apenas ter o filme, esta é a desculpa (aliás válida) de muitos usuários que baixam o filme pela internet. O mesmo para música (”para que pagar 30 reais em um CD se posso baixar? Se fosse um preço justo….”).
Para resolver esse problema, não deveria ser considerado pirataria se o usuário não tivesse opção naquele formato. Exemplo:
Se o filme tem apenas em box, uma cópia do filme deixa de ser pirataria. As gravadoras deveriam sempre distribuir os seus produtos em duas ou mais formas. Uma na forma enxuta (download pela internet, CD em banca de jornal, etc) que teria valor controlado pelo governo de cada país e outra na forma box, ou forma de locadora para quem quisesse oferecer de presente. Na forma enxuta o usuário teria acesso ao mesmo conteúdo digital que os demais, porém sem caixa, poster, folder, etc e pagaria apenas pela midia, direitos autorais, royalts e lucro mínimo (teria leis de incentivo e diminuição de impostos nesse formato). Já na forma box (ideal para presentes), o usuário além do conteúdo digital teria acesso a folder, poster, letras de música, estojo etc.
Isso impediria por exemplo de uma empresa alegar prejuizo, ou pirataria quando seu filme sequer é vendido no país ou não tem aquela versão no país. Alias, enquantoa empresa não distribui o filme (que ficaria no esquecimento se todos fossemos certinhos) pela nova regra ele se popularizaria pois o filme mesmo não tendo no país iria passar de mão em mão e se tornar famoso. Foi o que aconteceu com muitos animes que graças a pirataria se popularizou no Brasil e fez com que emissoras de TV comprasse para exibí-los ou para gravadoras distribuirem DVDs com os “desconhecidos” (pois seriam desconhecidos se não fosse a pirataria) desenhos. Também impediria de se chamar de pirataria um filme extendido baixado pela internet quando a distribuidora nacional do filme não tem a intenção de distribuir a versão extendida.
A partir do momento que algo é nocivo a sociedade a sociedade reage contra. Quando o cigarro apesar do incentivo da mídia começou a cobrir com o manto do câncer o mundo, o mundo reagiu. Hoje fumar (apesar de muitos ainda fazerem) virou um hábito negativo, deixou de ter glamour para ser algo “doentio”, exibido hoje pela mídia (e apoiado pelo povo) como símbolo de fraqueza, ansiedade e doença.
A mídia começou recentemente fazer isso com a obesidade e tem tido mesmo sucesso e ainda mais recentemente tentou fazer isso com a pirataria, sem o mesmo sucesso. O que deu de errado?
A pirataria atinge grandes corporações mas também atinge escritores, músicos, atores, programadores (eu me incluo aqui ^^), quimicos e uma infinita variedade de pessoas. Porém no dia a dia as pessoas sentem que algo não está correto e acabam ajudando na pirataria ao comprar ou distribuir um produto pirata. No fundo, mesmo que negando, todos sentem que algo não esta correto e culpam algo próximo, governo, preços, custo de vida, dificuldade financeira etc. Mas na realidade é que quando tem um sistema que agrada apenas a alguns (e esse agrada muito as grandes corporações) a socieade não se sente interessada em ajudar. Se o movimento fosse de anti-anti-pirataria certamente teria tido mais sucesso.
Se leis menos conservadoras fossem adotadas e os usuários não fossem obrigados a cometrem o crime da pirataria porque houvesse boa vontade de todos os lados, fazer pirataria seria tão mal visto como fumar dentro de um elevador. Se o mundo conspira para ajudar em um problema e alguem pisa na bola, ai sim esta pessoa pode ser taxada de criminosa. Cometer pirataria num mundo com leis assim seria algo underground tanto quanto a venda de drogas.
A partir do momento que o governo retira os impostos da versão enxuta e todos podem usufruir livremente de coisas inventadas há mais de 10 anos, as empresas reduziriam muito o custo de produção de seus produtos sem a necessidade de piratear nada. Um filme não gastaria toneladas em softwares e custo em direitos autorais para rodar um filme baseado em livro. Um jogo não pagaria toneladas em direito autorais para poder ter a música do artista tal, que morreu há 30 anos. O livro poderia ser escrito contendo personagens de mundos fantasiosos criados por um autor que ainda não morreu mas criou seus personagens há 30 anos atrás. E ninguém precisaria pagar royalts para cantar Parabéns Pra Você.
Os limites de registro seriam revistos. Registrar plantas, animais, alterações genéticos, códigos e sequências de DNA, planetas, nomes pessoais seria proibido e em alguns casos mesmo para direitos adquiridos. Se você investir 5 bilhões para criar um cachorro que brilha no escuro o problema é seu, se fosse para ter patente Deus seria dono de tudo ^^.
Não posso fazer todos concordarem comigo, graças a Deus sempre teremos quem discorde da gente e assim o mundo evolui. Mas jamais irei admitir que chegamos no auge da evolução das leis, sobretudo as que guardam os direitos autorais. Nem posso acreditar em alguem que fale que absolutamente tudo esta correto e que ela não concorde que algo pode melhorar.
Imaginar um mundo oposto também é possível, onde tudo pode ser registrado e para sempre. Quem tivesse mais registraria mais e em breve até o ar que respiramos teria dono. Isso é prisão e não liberade, é regredir e não progredir.
Com isso, “pirateando” o Engenheiros do Hawaii, “não é difícil ver que a coisa toda ta errada”.
Piratas ou corsários eram pessoas que praticavam saques, pilhagems, estupros e assassinatos usando seus navios para conquistar em alto mar outros navios. Os navios que eles usavam raramente tinham alguma bandeira correspondente a alguma nacionalidade e muitas vezes usavam bandeiras próprias, da onde surgiu o “mito” da bandeira preta com ossos . O dinheiro do saque era dividido entre a tripulação para evitar motins, que eram freqüentes nesse meio. Mas também era usado para conseguir posses e não raro um pirata famoso acabava conquistando muitos navios e virava mercador e às vezes até conseguia algum título de nobreza. Isso tudo aconteceu na era do comércio naval nos séculos XVI a XVIII.
Hoje pirataria significa copiar um produto a partir de outro, ou de alguma forma não pagar direito autoral, ou ainda não pagar imposto. Usam um termo que ao meu ver é errado porque esta infração nada tem a ver com os estupradores e assassinos do século XVI, mas é o que a mídia tenta impor. Diz no wiki que 42% da população usa algum produto pirata, 42%? Quem eles tentam enganar? Acredito sem sombras de dúvidas de que 97% ou mais usam produto pirata e apenas 1 em 40 pessoas que não, isso sendo otimista. TODOS usam algo pirata, desde um relógio falsificado, um gabarito de celular falsificada, uma calota falsa da Ford, um tênis nike do Paraguai, um software ilegal, uma gravação de um filme que ganhou de um amigo, uma camiseta que tem uma estampa que não foi pago royalts e por aí vai.
97% da população brasileira é criminosa Isso mesmo, pois pirataria é crime.
Agora o que é um crime?
Crime é algo que uma pessoa faz e que a maior parte da sociedade considera aquele ato errado. Então aquilo passa a ser um crime e quem o comete passa a ser condenado pelo sistema de leis do país. Ei pera lá! Algo não está batendo!!!
Exatamente, por algum motivo há muito tempo atrás nos enganaram que usar algo que é copiado de algum outro lugar é errado e você acreditou, mas lá no fundo você mesmo não concorda. Lá no fundo em sua mente você arruma desculpas das mais diversas para você poder usar aquele relógio pirata, aquele CD pirata, aquele DVD pirata. Pois é, mas eu não te culpo . Como você pode ser obrigado a pagar por idéias?
Porque alguém que inventa uma nova música de sucesso pode ganhar dinheiro eternamente sendo que ela foi alimentada durante a vida toda por estilos, músicas, teorias vindas dos mais diversos lugares. Estas pessoas todas que ajudaram foram microplagiadas e jamais ganharão nada.
Alguém que inventa uma televisão, tem sua família e parentes ricos para sempre sendo que jamais pagarão royalts pelas fórmulas usadas no passado, por aquele amigo que ajudou a estudar física quando ele era criança, pelo rádio que inspirou a invenção.
Alguém que inventa um software e copia discaradamente de N lugares e recompila usando novo nome pode, porém alguém fazer uma cópia idêntica de seu software, não.
Uma idéia jamais é nova, uma idéia sempre é um plágio sutil de milhões de lugares diferentes. Alguém responsável por fazer um bom arranjo de todas estas idéias soltas passa a vida (e as vezes muitas gerações) sugando dinheiro de todos que ajudaram (ou tiveram parentes que ajudaram ) de alguma forma na criação.
Somos escravos de royalts, trabalhamos a vida toda para pagar algo que nos pertence tanto quanto aos criadores, tudo porque a proteção a patente permite que alguem fique “dono” de uma idéia durante dezenas e dezenas de anos e aos poucos o limite vai se extendendo e a quantidade de coisas que podem ser registradas aumenta (ja existem empresas registrando animais, DMAs e sequências de DNA). Vou dar um exemplo muito cruel.

Mickey Mouse é uma criação de Walt Disney de 1928, mas oito antes antes ja era conhecido no país um brinquedo chamado Micky Mouse extremamente semelhante ao Mickey Mouse. De jeito nenhum estou dizendo que foi proposital o plágio mas quero levá-los a entender como uma idéia surge.

Quando o conhecido Mickey surgiu e começou a enriquecer, nenhum centavo foi dado à empresa de brinquedos, que provavelmente tinha copiado inconscientemente a idéia de outro lugar tal como Walt Disney, e a empresa de brinquedos, sem produzir nada de novo, faliu. Alguns anos depois Mickey Mouse ganhou o mundo com o filme Fantasia, que reunia músicas clássicas do mundo inteiro. Mickey porém estava com os dias contados pois a lei de proteção a autoria previa que logo ele viraria domínio público.
Wal Disney com sua influência na política dos E.U.A conseguiu expandir o tempo e a lei foi alterada salvando Mickey Mouse de cair nas mãos do mundo, o que permitiria vários autores a criarem desenhos baseados no ratinho. Cada vez que o tempo estava para acabar E.U.A aumentava o tempo, por isso a lei que rege o tempo que uma “idéia” pode ser usada é mundialmente conhecida como Lei Mickey Mouse. Agora vem a parte vergonhosa da coisa, se a lei Mickey Mouse de hoje valesse na época que o Filme Fantasia foi criado o filme não poderia ter sido “criado” porque a maior parte das músicas ainda estariam protegidas e esta obra prima se perderia para sempre.
Esse artigo enorme foi apenas para mostrar que existe algo de podre no atual modelo, existe algo que esta machucando a sociedade, que está fazendo a sociedade pagar por algo que lhe pertence, fazendo a sociedade deixar de criar maravilhas por medo de usar a “idéia” de outra pessoa. Isso tudo está seriamente errado e tem alguns países que já perceberam isso e estão criando leis anti-direito autoral. Existem muitas pessoas começando a pensar em modelos de negócio alternativos e existem até remédios que o próprio Brasil quebrou a patente para não deixar pessoas morrerem simplesmente porque não podem arcar com os custos de royalts do remédio.
Concluindo meu raciocínio, se não conseguimos pagar a todos que colaboraram com uma “idéia” de forma justa, já que na realidade tudo e todos de certa colaboram com ela, não se deve pagar a ninguém. Pois “idéia” deixa de ser um bem, desse modo teríamos mais filmes Fantasia, teríamos mais Senhor dos Anéis, mais Shakespere! E menos choro!
Você pode pertencer ao grupo que quer olhar ao próprio umbigo e se revoltar com a possibilidade de alguém usar algo que você “criou” sem pagar por isso, mas também pode mudar seu foco de visão e se colocar no grupo que passaria a usar sem culpas o que os outros “criaram” pois no fundo você ajudou. Só continua enxergando a terra chata quem quer pois a partir de agora eu já mostrei que ela é redonda.
É parece difícil de acreditar mas é exatamente isso, o computador da Maíra toca rádio. Não, ela não tem uma placa de som que sintoniza rádio, o computador dela faz isso. E pior, rádio AM. Faz uns dois anos que isso aconteceu, eu estava trocando a memória do computador dela quando começou a tocar AM no autofalante do gabinete do computador dela. Incrível!
Depois de um tempo parou de pegar e esqueci da história. Um ano depois a segunda fonte do computador dela queima, a terceira comprei uma fonte de boa marca, 350 W reais e fiquei satisfeito por seis meses quando queima novamente. A quarta fonte foi uma comum, durou 2 dias e depois conclui que a placa mãe tava queimando as fontes.
Trocamos tudo no computador dela, ficou apenas o gabinete, HD e drive de cd-rom. As novas peças eram de exelente qualidade, placa de vídeo de última geração. Durou duas semanas até que o computador dela apagou. Mas como?
Troquei as memórias e não era memória, troquei a fonte e não era a fonte, tirei cd-rom e hd e continuava sem ligar. Pensei, “placa-mãe de novo?”. Resolvi fazer um teste. coloquei uma chave teste (destas que parece uma chave de fenda com uma lâmpada dentro que ascende se encostar na tomada) no gabinete e a infeliz ascendeu. Pensei, será?
Ai lembrei de que o computador da Maíra toca rádio! Tirei a placa mãe do gabinete e testei, funcionou! No gabinete não funcionou 30 min e desligava, fora durante 5 horas de uso intenso e ele funcionou normal.
Resolvi tentar descobrir a “fonte” misteriosa de energia que fazia o gabinete ficar energizado e descobri que era a fonte e o monitor. Bom, rapidamente logo conclui que sem fonte e monitor o computador não funciona.
Liguei na tomada mas fiz um fio terra temporário que descarregava a energia em mim (para quem não sabe o corpo humano é um exelente sugador de energias, infelizmente). A luz da chave teste apagou! Gotcha! Fio terra resolveria o problema do computador dela.
Vi que gambiarras não resolveria, fora meu corpo nem colocar o fio na grade da janela fazia a luz apagar, teria que ser um fio terra mesmo como manda a ABNT ^^
Liguei para um eletricista e fiz o orçamento por telefone mesmo, 2 X R$140,00. Bora, fazer o quê? Pelo menos agora vocês já sabem, fio terra faz sim a diferença. Além de ter queimado a placa mãe antiga, provavelmente taria levando a nova para o buraco junto se eu não tivesse descoberto a tempo.
Agora é esperar que o computador dela não dê mais problemas por um tempo, embora vou ter que comprar mais um cooler para resfriar o PC dela que esta chegando a 70 graus C de vez em quando. Fora o nobreak para impedir surtos e estabilizar a voltagem aqui em casa, gastos, gastos e gastos. Mas pelo menos por hora o PC dela não incomoda com mais nada grave, espero.
E a rádio? Não vai mais pegar agora, mas tudo bem, odeio rádio AM ^^