As desventuras de um casal nérdico
3a idade
20 agosto 2008, por Maíra, às 15:53

TCC da Mari Iwakura: Horizontes

Estava devendo passar o trabalho dela para DVD há uns cinco anos! o.O Aproveitei e botei no YouYouTúbiu também. ;) É um documentário sobre a Terceira Idade, confiram!


Doc
19 agosto 2008, por Maíra, às 18:58

Documentário em vídeo feito ainda na faculdade, com a Mari, o Pedro e o Fernando, em Rincão, interior de SP.

Em duas partes:

Tá devagar para ver? Tente em três partes:

Parte 1 de 3

Parte 2 de 3

Parte 3 de 3


Não Tem Preço II
30 maio 2008, por Edson, às 8:59

- Comprar o Filme Robocop Importado em Blue Ray na Submarino , R$ 137,90




- Comprar o Filme Robocop em DVD na Submarino , R$ 39,90




- Alugar o Filme Robocop em DVD na locadora perto de sua casa , R$ 5,00




- Ficar três dias baixando o Filme Robocop de graça via Rapidshare e descobrir que o audio está em russo não tem preço, para todas as outras use o Mastercard




É tem coisas que só o rapidshare faz para você.

Então, eu tava baixando o filme pois a Má só viu ele uma vez quando tinha ums 5 anos de idade. Também porque parece que o storyboard é do Frank Miller, e estamos vendo muitas coisas dele atualmente, então estava atrás desse clássico quando me deparei em um sistema de busca do rapidshare e encontrei o filme.

Pior do que estar em russo, é ver como eles dublam o filme lá. Totalmente não profissional. Um homem faz a fala de todos os homems, e uma mulher faz a fala de todas as mulheres. Sem emoção, sem atuar. Pior, eles não apagam o audio em inglês do filme então você ouve a voz original em inglês por baixo. E a qualidade do som russo é nitido que saiu de um estudio, não se mescla ao resto. Depois disso eu quase passei a gostar de filmes dublados em português.


Movimento Anti-Anti-Pirataria Parte I
26 janeiro 2008, por Edson, às 12:53

Piratas ou corsários eram pessoas que praticavam saques, pilhagems, estupros e assassinatos usando seus navios para conquistar em alto mar outros navios. Os navios que eles usavam raramente tinham alguma bandeira correspondente a alguma nacionalidade e muitas vezes usavam bandeiras próprias, da onde surgiu o “mito” da bandeira preta com ossos . O dinheiro do saque era dividido entre a tripulação para evitar motins, que eram freqüentes nesse meio. Mas também era usado para conseguir posses e não raro um pirata famoso acabava conquistando muitos navios e virava mercador e às vezes até conseguia algum título de nobreza. Isso tudo aconteceu na era do comércio naval nos séculos XVI a XVIII.

Hoje pirataria significa copiar um produto a partir de outro, ou de alguma forma não pagar direito autoral, ou ainda não pagar imposto. Usam um termo que ao meu ver é errado porque esta infração nada tem a ver com os estupradores e assassinos do século XVI, mas é o que a mídia tenta impor. Diz no wiki que 42% da população usa algum produto pirata, 42%? Quem eles tentam enganar? Acredito sem sombras de dúvidas de que 97% ou mais usam produto pirata e apenas 1 em 40 pessoas que não, isso sendo otimista. TODOS usam algo pirata, desde um relógio falsificado, um gabarito de celular falsificada, uma calota falsa da Ford, um tênis nike do Paraguai, um software ilegal, uma gravação de um filme que ganhou de um amigo, uma camiseta que tem uma estampa que não foi pago royalts e por aí vai.

97% da população brasileira é criminosa Isso mesmo, pois pirataria é crime.

Agora o que é um crime?

Crime é algo que uma pessoa faz e que a maior parte da sociedade considera aquele ato errado. Então aquilo passa a ser um crime e quem o comete passa a ser condenado pelo sistema de leis do país. Ei pera lá! Algo não está batendo!!!

Exatamente, por algum motivo há muito tempo atrás nos enganaram que usar algo que é copiado de algum outro lugar é errado e você acreditou, mas lá no fundo você mesmo não concorda. Lá no fundo em sua mente você arruma desculpas das mais diversas para você poder usar aquele relógio pirata, aquele CD pirata, aquele DVD pirata. Pois é, mas eu não te culpo . Como você pode ser obrigado a pagar por idéias?

Porque alguém que inventa uma nova música de sucesso pode ganhar dinheiro eternamente sendo que ela foi alimentada durante a vida toda por estilos, músicas, teorias vindas dos mais diversos lugares. Estas pessoas todas que ajudaram foram microplagiadas e jamais ganharão nada.

Alguém que inventa uma televisão, tem sua família e parentes ricos para sempre sendo que jamais pagarão royalts pelas fórmulas usadas no passado, por aquele amigo que ajudou a estudar física quando ele era criança, pelo rádio que inspirou a invenção.

Alguém que inventa um software e copia discaradamente de N lugares e recompila usando novo nome pode, porém alguém fazer uma cópia idêntica de seu software, não.

Uma idéia jamais é nova, uma idéia sempre é um plágio sutil de milhões de lugares diferentes. Alguém responsável por fazer um bom arranjo de todas estas idéias soltas passa a vida (e as vezes muitas gerações) sugando dinheiro de todos que ajudaram (ou tiveram parentes que ajudaram ) de alguma forma na criação.

Somos escravos de royalts, trabalhamos a vida toda para pagar algo que nos pertence tanto quanto aos criadores, tudo porque a proteção a patente permite que alguem fique “dono” de uma idéia durante dezenas e dezenas de anos e aos poucos o limite vai se extendendo e a quantidade de coisas que podem ser registradas aumenta (ja existem empresas registrando animais, DMAs e sequências de DNA). Vou dar um exemplo muito cruel.


Mickey Mouse é uma criação de Walt Disney de 1928, mas oito antes antes ja era conhecido no país um brinquedo chamado Micky Mouse extremamente semelhante ao Mickey Mouse. De jeito nenhum estou dizendo que foi proposital o plágio mas quero levá-los a entender como uma idéia surge.

Quando o conhecido Mickey surgiu e começou a enriquecer, nenhum centavo foi dado à empresa de brinquedos, que provavelmente tinha copiado inconscientemente a idéia de outro lugar tal como Walt Disney, e a empresa de brinquedos, sem produzir nada de novo, faliu. Alguns anos depois Mickey Mouse ganhou o mundo com o filme Fantasia, que reunia músicas clássicas do mundo inteiro. Mickey porém estava com os dias contados pois a lei de proteção a autoria previa que logo ele viraria domínio público.

Wal Disney com sua influência na política dos E.U.A conseguiu expandir o tempo e a lei foi alterada salvando Mickey Mouse de cair nas mãos do mundo, o que permitiria vários autores a criarem desenhos baseados no ratinho. Cada vez que o tempo estava para acabar E.U.A aumentava o tempo, por isso a lei que rege o tempo que uma “idéia” pode ser usada é mundialmente conhecida como Lei Mickey Mouse. Agora vem a parte vergonhosa da coisa, se a lei Mickey Mouse de hoje valesse na época que o Filme Fantasia foi criado o filme não poderia ter sido “criado” porque a maior parte das músicas ainda estariam protegidas e esta obra prima se perderia para sempre.

Esse artigo enorme foi apenas para mostrar que existe algo de podre no atual modelo, existe algo que esta machucando a sociedade, que está fazendo a sociedade pagar por algo que lhe pertence, fazendo a sociedade deixar de criar maravilhas por medo de usar a “idéia” de outra pessoa. Isso tudo está seriamente errado e tem alguns países que já perceberam isso e estão criando leis anti-direito autoral. Existem muitas pessoas começando a pensar em modelos de negócio alternativos e existem até remédios que o próprio Brasil quebrou a patente para não deixar pessoas morrerem simplesmente porque não podem arcar com os custos de royalts do remédio.

Concluindo meu raciocínio, se não conseguimos pagar a todos que colaboraram com uma “idéia” de forma justa, já que na realidade tudo e todos de certa colaboram com ela, não se deve pagar a ninguém. Pois “idéia” deixa de ser um bem, desse modo teríamos mais filmes Fantasia, teríamos mais Senhor dos Anéis, mais Shakespere! E menos choro!

Você pode pertencer ao grupo que quer olhar ao próprio umbigo e se revoltar com a possibilidade de alguém usar algo que você “criou” sem pagar por isso, mas também pode mudar seu foco de visão e se colocar no grupo que passaria a usar sem culpas o que os outros “criaram” pois no fundo você ajudou. Só continua enxergando a terra chata quem quer pois a partir de agora eu já mostrei que ela é redonda.


Hobbit o Filme
22 dezembro 2007, por Edson, às 14:46

Quando eu comecei a ler Tolkien eu tinha 16 anos e o ano  era 1993 terminei de ler todasL.O.R as quase 2500 páginas entre o Hobbit, O Senhor dos Aneis e Apêndices 2 anos depois,  entre pausas obrigadas por falta de grana ^^. De 1995 até meados do ano 2000 eu mestrei uma campanha de RPG para meus amigos baseados na história. Qundo comeámos nem de longe se sabia quem era Gandalf, Frodo ou Gollum. Também poucos haviam ouvido falado sobre Peter Jack(PJ). Quando comecei a campanha PJ  começou a dele tentando arrumar investidores para grvarem o épico, quando ele apresentou o projeto para a New Line no final um comentário:

-Se são 3 livros, porque não 3 filmes? – disse um investidor.

-Seria o ideal- concordou PJ.

 Depois do filme, Tolkien parou de ser cult e virou povão. Ainda nos anuncios do filme e depois nos traillers eu morria de medo que fizessem uma porcaria de adaptação. Por sorte PJ era apaixonado por Tolkien e levou a sério sua jornada tanto quanto Frodo. Adaptar 2000 páginas do Lord of The Rings (O Senhor dos Aneis) para a tela não era uma tarefa fácil. A obra ficou pronta e ele fez bem feito, dentro do possível, uma adaptação que consegue passar a essência com eficiência.

Depois disso houve uma briga por partilha do espólio, quando o filme rendeu quase 3 bilhões de dólares e PJ acabou não sendo escalado para fazer o Hobbit, história que vem antes de L.O.R. Depois de muito boicote dos fãs a produtora resolveu escalar o PJ como diretor executivo. O diretor executivo faz exatamente o que o PJ fez no L.O.R como diretor. Se exercido com eficiência é o diretor executivo que realmente põe “cor” no filme, porém geralmente é o diretor que acaba fazendo as decisões e o diretor executivo vira apenas uma espécie de “cabide” para alguem “protegido” aparecer nos créditos.

Se PJ realmente desempenhar a função de Diretor Executivo o filme Hobbit não tem porque ser pior que o L.O.R. Porém o que parece é que infelizmente colocaram ele lá apenas para que o público aceite e pare os boicotes. Pena, o Hobbit merecia mais.

 Outras informações sobre o acordo entre a produtora New Line e PJ podem ser obtidos no blog do Teusma.